“Temos um orçamento de mais de um milhão de euros e temos de pagar para prestar socorro, porque o carro do Inem dá-nos um prejuízo de 110 mil euros”, revelou Abílio Camacho. Uma situação que se deve ao valor pago por cada saída da viatura, que é pouco mais de seis euros, independentemente dos quilómetros percorridos. Para além disso, os funcionários são da associação humanitária.
As verbas são reunidas nas freguesias do concelho, com o envolvimento dos presidentes de junta. “Têm um papel importante, porque são eles quem organizam o dia em que vão fazer o peditório às populações. Dantes eram 16 freguesias, agora são 12 [com a agregação], mas faz-se na mesma nas antigas 16”, indicou Abílio Camacho.
O dirigente aproveitou para criticar “uns pseudo indivíduos que andam a pedir para uma ambulância que nada tem a ver com os bombeiros, mas que andam vestidos de vermelho como se fossem e muita gente cai nisso. É um logro”.
Trata-se de um movimento que se intitula de antigos combatentes no Ultramar, mas segundo Abílio Camacho, “não são nada veteranos de guerra”. “É uma empresa de Porto de Mós e nunca se viu ambulância nenhuma”, declarou.
Para não haver confusões, o dirigente elucidou as populações que os bombeiros que farão o peditório “estarão devidamente fardados”. Participam os mais pequenos até aos soldados da paz que já ingressaram no quadro de honra.
De acordo com o comandante da corporação, Nelson Cruz, a verba angariada pelos bombeiros servirá para a parte operacional – mais um veículo de combate a fogos florestais, remodelação do quartel e equipamentos para os bombeiros (fardar um bombeiro custa quatro mil euros), nomeadamente aparelhos respiratórios no valor de quinze mil euros. O grupo de salvamento especial deverá receber fatos-macaco no dia do cortejo.
“O peditório é um reconhecimento que a população tem pelos bombeiros e o dia do cortejo é aberto à população, que vem ao quartel ter contato com as viaturas e com os bombeiros, e será também oferecido um lanche”, referiu Nelson Cruz.
Os próprios bombeiros também contribuem para o cortejo de oferendas, ao abdicarem do subsídio de 45 euros no âmbito da participação no dispositivo especial de combate a incêndios florestais, o que irá totalizar perto de oito mil euros.
Foi revelado que vai ser lançada uma campanha junto de empresas para se tornarem associadas dos bombeiros e contribuírem com uma quota, cujo valor está a ser definido.
O empresário Rui Tavares, presente na conferência de imprensa, disse estar disponível para ajudar os bombeiros caldenses, que têm 111 elementos no ativo.
Francisco Gomes




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