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Juntas de Freguesia e Bombeiros realizam peditório para cortejo de oferendas

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A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha realiza o cortejo de oferendas na tarde de 27 de novembro, constituindo um importante meio para arranjar verbas para continuar a assegurar o socorro às populações. Segundo António Marques, dirigente da associação humanitária, “o cortejo simboliza um mês de funcionamento desta casa”. “São entre 100 a 120 mil euros que não podemos descurar, pois representa 10% do nosso orçamento. Este é um instrumento que os bombeiros têm para angariar fundos e que praticamente em lado nenhum se faz”, manifestou Abílio Camacho, presidente da associação humanitária, numa conferência de imprensa de apresentação do evento.
Conferência de imprensa de apresentação do cortejo

“Temos um orçamento de mais de um milhão de euros e temos de pagar para prestar socorro, porque o carro do Inem dá-nos um prejuízo de 110 mil euros”, revelou Abílio Camacho. Uma situação que se deve ao valor pago por cada saída da viatura, que é pouco mais de seis euros, independentemente dos quilómetros percorridos. Para além disso, os funcionários são da associação humanitária.

As verbas são reunidas nas freguesias do concelho, com o envolvimento dos presidentes de junta. “Têm um papel importante, porque são eles quem organizam o dia em que vão fazer o peditório às populações. Dantes eram 16 freguesias, agora são 12 [com a agregação], mas faz-se na mesma nas antigas 16”, indicou Abílio Camacho.

O dirigente aproveitou para criticar “uns pseudo indivíduos que andam a pedir para uma ambulância que nada tem a ver com os bombeiros, mas que andam vestidos de vermelho como se fossem e muita gente cai nisso. É um logro”.

Trata-se de um movimento que se intitula de antigos combatentes no Ultramar, mas segundo Abílio Camacho, “não são nada veteranos de guerra”. “É uma empresa de Porto de Mós e nunca se viu ambulância nenhuma”, declarou.

Para não haver confusões, o dirigente elucidou as populações que os bombeiros que farão o peditório “estarão devidamente fardados”. Participam os mais pequenos até aos soldados da paz que já ingressaram no quadro de honra.

De acordo com o comandante da corporação, Nelson Cruz, a verba angariada pelos bombeiros servirá para a parte operacional – mais um veículo de combate a fogos florestais, remodelação do quartel e equipamentos para os bombeiros (fardar um bombeiro custa quatro mil euros), nomeadamente aparelhos respiratórios no valor de quinze mil euros. O grupo de salvamento especial deverá receber fatos-macaco no dia do cortejo.

“O peditório é um reconhecimento que a população tem pelos bombeiros e o dia do cortejo é aberto à população, que vem ao quartel ter contato com as viaturas e com os bombeiros, e será também oferecido um lanche”, referiu Nelson Cruz.

Os próprios bombeiros também contribuem para o cortejo de oferendas, ao abdicarem do subsídio de 45 euros no âmbito da participação no dispositivo especial de combate a incêndios florestais, o que irá totalizar perto de oito mil euros.

Foi revelado que vai ser lançada uma campanha junto de empresas para se tornarem associadas dos bombeiros e contribuírem com uma quota, cujo valor está a ser definido.

O empresário Rui Tavares, presente na conferência de imprensa, disse estar disponível para ajudar os bombeiros caldenses, que têm 111 elementos no ativo.

Francisco Gomes

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