“Claro que acredito que vamos ser campeões”, respondeu, elogiando a qualidade dos jogadores.
Ainda no ano passado o selecionador nacional foi às Gaeiras – terra onde passou a infância – falar da sua fé cristã, mas garantiu que “não ando à espera de milagres no futebol”.
Católico assumido, afastou desde logo a ideia de que essa sua convicção tenha efeitos no desempenho da seleção. “Vim falar de fé cristã, mas não tem nada a ver com a minha carreira. O que é que Ele tem a ver com isso? Se eu não trabalhar bem não ganho. Se o meus jogadores não correrem, não saltarem, não lutarem, como é que eu vou ganhar? Vou pedir a Deus para ir lá jogar por mim? Isso é outra coisa, isso é fézada”, comentou.
Antes de cada jogo, Fernando Santos reza a Deus. Mas não Lhe pede nada, apenas deixa uma mensagem: “Digo-Lhe que estou nas suas mãos e que me entrego. No fim, ganhe ou perca, vou sempre dizer obrigado. Mas também quando me levanto a primeira coisa que faço é oferecer o meu dia a Deus e antes de dormir é dizer obrigado por este dia, mesmo havendo coisas durante o dia que não foram como as que eu queria, mas que ultrapassamos pela fé”.
No final da conversa, o selecionador disse que no futebol não é preciso ter fé, “senão metíamos uma equipa de padres a jogar”. “O que é preciso é acreditar e ter confiança, mas isso não é fé”, esclareceu.




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