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Fernando Santos previu nas Caldas ser campeão europeu

Francisco Gomes

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O selecionador campeão da Europa em futebol já havia dito nas Caldas da Rainha que acreditava que Portugal ia ganhar o Euro’2016. Fernando Santos esteve em finais de novembro do ano passado numa conferência na cidade organizada pela Associação de Futebol de Leiria sobre o futuro do futebol português, no pequeno auditório do CCC, no âmbito dos aniversários do semanário Gazeta das Caldas e do Caldas Sport Clube, e na altura foi confrontado pelo presidente da associação, Júlio Vieira, com a pergunta que todos faziam, pois Portugal tinha acabado de se apurar para a fase final do campeonato da Europa em França.
“Claro que acredito que vamos ser campeões”, disse Fernando Santos numa conferência no CCC (foto Rui Miguel)

“Claro que acredito que vamos ser campeões”, respondeu, elogiando a qualidade dos jogadores.

Ainda no ano passado o selecionador nacional foi às Gaeiras – terra onde passou a infância – falar da sua fé cristã, mas garantiu que “não ando à espera de milagres no futebol”.

Católico assumido, afastou desde logo a ideia de que essa sua convicção tenha efeitos no desempenho da seleção. “Vim falar de fé cristã, mas não tem nada a ver com a minha carreira. O que é que Ele tem a ver com isso? Se eu não trabalhar bem não ganho. Se o meus jogadores não correrem, não saltarem, não lutarem, como é que eu vou ganhar? Vou pedir a Deus para ir lá jogar por mim? Isso é outra coisa, isso é fézada”, comentou.

Antes de cada jogo, Fernando Santos reza a Deus. Mas não Lhe pede nada, apenas deixa uma mensagem: “Digo-Lhe que estou nas suas mãos e que me entrego. No fim, ganhe ou perca, vou sempre dizer obrigado. Mas também quando me levanto a primeira coisa que faço é oferecer o meu dia a Deus e antes de dormir é dizer obrigado por este dia, mesmo havendo coisas durante o dia que não foram como as que eu queria, mas que ultrapassamos pela fé”.

No final da conversa, o selecionador disse que no futebol não é preciso ter fé, “senão metíamos uma equipa de padres a jogar”. “O que é preciso é acreditar e ter confiança, mas isso não é fé”, esclareceu.

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