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Arquiteto bolseiro investiga plano de urbanização das Caldas no século XX

Francisco Gomes

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A sede da Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitetos, no Porto, acolhe até ao final de junho a exposição “Cidade e Arquitetura”, que contempla os melhores trabalhos de investigação desenvolvidos no âmbito da 2ª edição do Programa de Bolsas de Investigação para jovens arquitectos, atribuídas pela Fundação da Juventude e pela Ordem dos Arquitetos, com o apoio da Fundação Millennium BCP. As bolsas foram concedidas a projetos de investigação desenvolvidos nos municípios de Cascais, Caldas da Rainha, Funchal, Figueira da Foz, Mação, Maia, Oliveira de Azeméis, Porto, Santa Maria da Feira e Vila de Rei, com especial enfoque no património arquitetónico das cidades portuguesas no Séc. XX, entre 1910-1974.
O vice-presidente da Câmara das Caldas conheceu o trabalho desenvolvido pelo arquiteto

Os projetos de investigação incidem sobre aspetos arquitetónicos das cidades nunca estudados, como seja o realizado pelo jovem arquiteto João Maia e Silva sobre a evolução urbanística das Caldas da Rainha, no século XX. Segundo o autor do projeto de investigação, o trabalho procura entender a cidade das Caldas da Rainha, através da visão urbana que Paulino Montez, autor do plano geral de urbanização em 1949, idealizou enquanto “um dos agentes de transformação de um território diariamente transformado pelos seus habitantes ao longo dos tempos”.

Segundo o bolseiro, a cidade atual não é a visão de Paulino Montez, mas também não é totalmente independente dela, já que “permanecem muitos dos traços do plano”. No seu entender, o trabalho que desenvolveu “pode fornecer algumas pistas conceptuais para uma eventual intervenção futura nesta cidade”.

A investigação reuniu fotografias, cartografias, entre outros documentos, tendo sido criados painéis representando as ruas da cidade atual que respeitam os preceitos do plano e os edifícios mais relevantes.

Para a Ordem dos Arquitetos, “estas iniciativas e o constante envolvimento de várias instituições, de norte a sul do país, são de enorme importância para a divulgação, promoção e defesa do exercício da profissão de arquitectura, indispensável na nossa sociedade, quer na valorização patrimonial, quer no construído, quer no enaltecimento da identidade local, quer na melhoria da qualidade de vida do cidadão”.

A atribuição da bolsa contou com o apoio da Câmara Municipal.

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