Os projetos de investigação incidem sobre aspetos arquitetónicos das cidades nunca estudados, como seja o realizado pelo jovem arquiteto João Maia e Silva sobre a evolução urbanística das Caldas da Rainha, no século XX. Segundo o autor do projeto de investigação, o trabalho procura entender a cidade das Caldas da Rainha, através da visão urbana que Paulino Montez, autor do plano geral de urbanização em 1949, idealizou enquanto “um dos agentes de transformação de um território diariamente transformado pelos seus habitantes ao longo dos tempos”.
Segundo o bolseiro, a cidade atual não é a visão de Paulino Montez, mas também não é totalmente independente dela, já que “permanecem muitos dos traços do plano”. No seu entender, o trabalho que desenvolveu “pode fornecer algumas pistas conceptuais para uma eventual intervenção futura nesta cidade”.
A investigação reuniu fotografias, cartografias, entre outros documentos, tendo sido criados painéis representando as ruas da cidade atual que respeitam os preceitos do plano e os edifícios mais relevantes.
Para a Ordem dos Arquitetos, “estas iniciativas e o constante envolvimento de várias instituições, de norte a sul do país, são de enorme importância para a divulgação, promoção e defesa do exercício da profissão de arquitectura, indispensável na nossa sociedade, quer na valorização patrimonial, quer no construído, quer no enaltecimento da identidade local, quer na melhoria da qualidade de vida do cidadão”.
A atribuição da bolsa contou com o apoio da Câmara Municipal.




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