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Gestão do Centro Cultural e de Congressos em análise

Francisco Gomes

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A gestão do Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha foi comentada no fórum político da Mais Oeste Rádio - “Pontos de Vista”.
: Manuel Nunes, do PS, António Cipriano, do PSD, Joana Agostinho, do MVC, José Carlos Faria, da CDU, e Rui Gonçalves, do CDS, comentadores de “Pontos de Vista” na Mais Oeste Rádio

Manuel Nunes, do PS, afirmou que “quem quer que esteja na direção vai ter extrema dificuldade com os custos de funcionamento e em ter o retorno do investimento feito”. “A gestão foi aquela que a Câmara escolheu, mas fica aquém dos seus objetivos. Estamos a funcionar com modelos de 1996”, manifestou, admitindo que possa ser originada uma mudança com a recente recomendação aprovada de “haver só uma entidade forte a gerir os três espaços municipais [CCC, Expoeste e Centro da Juventude]”.

José Carlos Faria, da CDU, declarou que tem tido uma “posição frontalmente crítica sobre um conjunto de aspetos do funcionamento do CCC que vem desde a origem”, começando logo porque “o serviço público não é cumprido, porque não tem serviço educativo”. “O defeito principal do funcionamento do CCC é a indefinição do modelo de gestão, e comparativamente a estruturas congéneres, tem muito menos dinheiro”, sublinhou. “É intolerável que a direção executiva não permita que alunos de famílias com carências tenham um bilhete gratuito”, lamentou.

Rui Gonçalves, do CDS, disse que o seu partido votou contra a renovação do protocolo entre a Câmara e a Culturalcaldas para a gestão do CCC. “No ano passado, o CCC custou à Câmara cerca de meio milhão de euros. É um elefante branco que ali está. Estamos a gastar imenso dinheiro em subsídios que depois fazem falta. Para 2016, o protocolo apresentado é em tudo semelhante aos anteriores, sem que se vislumbrem alterações”, referiu.

Para Joana Agostinho, do MVC, “o CCC não tem tido o público necessário. Fazem falta preços mais acessíveis aos jovens. Não há uma boa política de desconto para o estudante”. Por outro lado, “precisa de planeamento. Se houver uma junção de recursos com técnicos dentro do assunto que gerissem as três entidades, tenho a certeza que vai haver um retorno”. Frisou ainda que “falta uma política de comunicação entre a autarquia e as entidades que a ela estão associadas”.

António Cipriano, do PSD, considerou o CCC “uma pedrada no charco em termos culturais no concelho das Caldas da Rainha, mas não pode ter uma lógica de apenas ter lucro”. “Acho fundamental que seja feita a tal fusão que foi definida, para ganhar economias de escala, mas uma deliberação tomada em dezembro de 2015 se daqui a um ano estiver resolvida fico muito satisfeito”, comentou.

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