Manuel Nunes, do PS, afirmou que “quem quer que esteja na direção vai ter extrema dificuldade com os custos de funcionamento e em ter o retorno do investimento feito”. “A gestão foi aquela que a Câmara escolheu, mas fica aquém dos seus objetivos. Estamos a funcionar com modelos de 1996”, manifestou, admitindo que possa ser originada uma mudança com a recente recomendação aprovada de “haver só uma entidade forte a gerir os três espaços municipais [CCC, Expoeste e Centro da Juventude]”.
José Carlos Faria, da CDU, declarou que tem tido uma “posição frontalmente crítica sobre um conjunto de aspetos do funcionamento do CCC que vem desde a origem”, começando logo porque “o serviço público não é cumprido, porque não tem serviço educativo”. “O defeito principal do funcionamento do CCC é a indefinição do modelo de gestão, e comparativamente a estruturas congéneres, tem muito menos dinheiro”, sublinhou. “É intolerável que a direção executiva não permita que alunos de famílias com carências tenham um bilhete gratuito”, lamentou.
Rui Gonçalves, do CDS, disse que o seu partido votou contra a renovação do protocolo entre a Câmara e a Culturalcaldas para a gestão do CCC. “No ano passado, o CCC custou à Câmara cerca de meio milhão de euros. É um elefante branco que ali está. Estamos a gastar imenso dinheiro em subsídios que depois fazem falta. Para 2016, o protocolo apresentado é em tudo semelhante aos anteriores, sem que se vislumbrem alterações”, referiu.
Para Joana Agostinho, do MVC, “o CCC não tem tido o público necessário. Fazem falta preços mais acessíveis aos jovens. Não há uma boa política de desconto para o estudante”. Por outro lado, “precisa de planeamento. Se houver uma junção de recursos com técnicos dentro do assunto que gerissem as três entidades, tenho a certeza que vai haver um retorno”. Frisou ainda que “falta uma política de comunicação entre a autarquia e as entidades que a ela estão associadas”.
António Cipriano, do PSD, considerou o CCC “uma pedrada no charco em termos culturais no concelho das Caldas da Rainha, mas não pode ter uma lógica de apenas ter lucro”. “Acho fundamental que seja feita a tal fusão que foi definida, para ganhar economias de escala, mas uma deliberação tomada em dezembro de 2015 se daqui a um ano estiver resolvida fico muito satisfeito”, comentou.




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