Este evento foi organizado pelo Jornal das Caldas, em colaboração com a unidade hoteleira, que disponibilizou o espaço para o lançamento do livro.
Francisco Gomes, chefe de redação deste órgão de comunicação, deu início à sessão, fazendo uma breve abordagem sobre o espaço e a autora do livro.
Sandra Figueiredo começou por agradecer a todos que contribuíram para o lançamento do livro e a todos os que estavam presentes na sala, referindo “não me recordava da cidade, mas assim que cheguei e vi este hotel emblemático senti-me logo bem acolhida pela cidade e por vós”.
Investigadora, psicóloga e formada em Línguas Clássicas, Sandra Figueiredo disse que o seu livro é uma obra de crónicas, “que já esteve em alguns momentos de polémica por algumas dedicatórias que tem, mas é um livro com serenidade e relacionado unicamente com crónicas. E a mensagem que eu gostaria de passar tem a ver com tudo aquilo nos preocupa”. Ainda salientou que a obra é a relação entre a vida e a divindade, a vida e a explicação que a ciência lhe dá.
“O livro é a explicação das relações amorosas que acontecem durante a vida e depois dela. Os nossos medos e vícios, as relações constantes e os divórcios entre as pessoas e as divindades, sendo essencialmente uma crítica à ignorância e ao mal da essência humana, pois são esses os principais males do mundo”, segundo a autora.
A obra retrata as mulheres, a discriminação, a associação entre os ideais de beleza, inteligência e preconceito que existe na relação entre homem e mulher, sobretudo nas sociedades orientais. Também contém algumas crónicas relacionadas com as viagens que a autora fez ao oriente, destacando as atrocidades vividas pelas mulheres.
“O livro é sobre o meu coração, mas não é uma autobiografia”, manifestou. Segundo a autora, a obra foi elaborada para “todas as almas das pessoas 36 vezes, porque são 36 crónicas, sendo em 36 semanas que decorre a estação e que nasce uma vida”. Sublinhou que o livro é palco das histórias, dos vícios, das relações entre os homens, mulheres e divindades, sendo que existe sempre um terceiro elemento, “uma nova trindade que é a ciência, deus e amor entre homens, mulheres que vai mudando consoante as crónicas. Ou seja, cada crónica é uma mensagem”.
Essa mensagem é relacionada sobretudo com as mulheres sendo comparadas a catedrais, na perspetiva de Sandra Figueiredo como um símbolo ligado à maçonaria, em forma de mensagens encriptas que vão se descobrindo ao longo das crónicas.
A obra também aborda outros temas como o amor, as relações amorosas e todas personagens que aparecem no livro transmitem esse tipo de problemas. Ainda põe em evidência as dicotomias entre a aldeia e a cidade, mulheres ocidentais e orientais e Cristo. Segundo a autora, Cristo aparece em duas crónicas. “Na primeira, lembrei-me de colocar Cristo a descer [do Cristo-Rei, em Almada] como se fosse a 2ª vinda de Cristo e noutro momento decidi colocar esta personagem a ter uma conversa com a ciência, sobre o mundo”.
O livro é caracterizado, segundo Sandra Figueiredo, como “um conjunto de sobressaltos, um tic-tac da humanidade a cair em 36 horas, onde existem histórias de amor e perdas”.
Para terminar a sessão, a autora pediu a uma leitora para ler um dos excertos do livro, seguindo-se um momento de esclarecimentos e perguntas entre o público presente e a autora.
A obra, da Chiado Editora, pode ser adquirida na livraria Bertrand com o custo de 15 euros.
Mariana Martinho








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