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“A janela de Deus”

JORNAL DAS CALDAS organizou apresentação de livro de Sandra Figueiredo

Mariana Martinho

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“Um livro cheio de equações amorosas, espirituais e de sabedoria”, disse Sandra Figueiredo, na sessão de lançamento do seu livro “A janela de Deus”, que decorreu no passado dia 27, no salão do Sana Silver Coast Hotel, nas Caldas da Rainha.
Sandra Figueiredo e Francisco Gomes

Este evento foi organizado pelo Jornal das Caldas, em colaboração com a unidade hoteleira, que disponibilizou o espaço para o lançamento do livro.

Francisco Gomes, chefe de redação deste órgão de comunicação, deu início à sessão, fazendo uma breve abordagem sobre o espaço e a autora do livro.

Sandra Figueiredo começou por agradecer a todos que contribuíram para o lançamento do livro e a todos os que estavam presentes na sala, referindo “não me recordava da cidade, mas assim que cheguei e vi este hotel emblemático senti-me logo bem acolhida pela cidade e por vós”.

Investigadora, psicóloga e formada em Línguas Clássicas, Sandra Figueiredo disse que o seu livro é uma obra de crónicas, “que já esteve em alguns momentos de polémica por algumas dedicatórias que tem, mas é um livro com serenidade e relacionado unicamente com crónicas. E a mensagem que eu gostaria de passar tem a ver com tudo aquilo nos preocupa”. Ainda salientou que a obra é a relação entre a vida e a divindade, a vida e a explicação que a ciência lhe dá.

“O livro é a explicação das relações amorosas que acontecem durante a vida e depois dela. Os nossos medos e vícios, as relações constantes e os divórcios entre as pessoas e as divindades, sendo essencialmente uma crítica à ignorância e ao mal da essência humana, pois são esses os principais males do mundo”, segundo a autora.

A obra retrata as mulheres, a discriminação, a associação entre os ideais de beleza, inteligência e preconceito que existe na relação entre homem e mulher, sobretudo nas sociedades orientais. Também contém algumas crónicas relacionadas com as viagens que a autora fez ao oriente, destacando as atrocidades vividas pelas mulheres.

“O livro é sobre o meu coração, mas não é uma autobiografia”, manifestou. Segundo a autora, a obra foi elaborada para “todas as almas das pessoas 36 vezes, porque são 36 crónicas, sendo em 36 semanas que decorre a estação e que nasce uma vida”. Sublinhou que o livro é palco das histórias, dos vícios, das relações entre os homens, mulheres e divindades, sendo que existe sempre um terceiro elemento, “uma nova trindade que é a ciência, deus e amor entre homens, mulheres que vai mudando consoante as crónicas. Ou seja, cada crónica é uma mensagem”.

Essa mensagem é relacionada sobretudo com as mulheres sendo comparadas a catedrais, na perspetiva de Sandra Figueiredo como um símbolo ligado à maçonaria, em forma de mensagens encriptas que vão se descobrindo ao longo das crónicas.

A obra também aborda outros temas como o amor, as relações amorosas e todas personagens que aparecem no livro transmitem esse tipo de problemas. Ainda põe em evidência as dicotomias entre a aldeia e a cidade, mulheres ocidentais e orientais e Cristo. Segundo a autora, Cristo aparece em duas crónicas. “Na primeira, lembrei-me de colocar Cristo a descer [do Cristo-Rei, em Almada] como se fosse a 2ª vinda de Cristo e noutro momento decidi colocar esta personagem a ter uma conversa com a ciência, sobre o mundo”.

O livro é caracterizado, segundo Sandra Figueiredo, como “um conjunto de sobressaltos, um tic-tac da humanidade a cair em 36 horas, onde existem histórias de amor e perdas”.

Para terminar a sessão, a autora pediu a uma leitora para ler um dos excertos do livro, seguindo-se um momento de esclarecimentos e perguntas entre o público presente e a autora.

A obra, da Chiado Editora, pode ser adquirida na livraria Bertrand com o custo de 15 euros.

Mariana Martinho

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