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Privatização da Valorsul contestada pelo PS das Caldas

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A Secção Concelhia das Caldas do Partido Socialista opõe-se ao processo de privatização da EGF- Empresa Geral do Fomento/Valorsul, que tem capital estatal e participação acionista dos municípios. “Para se ter uma pequena ideia do que gere a Valorsul, até ao ano de 2013 foram “investidos mais de 347 milhões de Euros, tratadas mais de 10 500 000 toneladas de resíduos, dos quais 280 mil orgânicos e 700 mil reciclados, e produzidos mais de 4.890.000 MW de energia”, com uma das taxas mais baixas do país (20€/ton.), tendo sempre primado por um tratamento ambiental eficiente e com resultados líquidos bastante positivos. A própria EGF é reconhecida internacionalmente pelo serviço público e ambiental que presta. Desconhece-se assim que outros interesses – para além do próprio negócio do lixo, que passou de problema a um dos negócios mais rentáveis na atualidade e, por conseguinte, apetecível ao mercado privado - poderão estar por detrás desta privatização, não tendo sido dada até ao momento uma resposta cabal e transparente por parte do Governo”, manifestam os socialistas caldenses.

O PS questiona que tarifas serão aplicadas aos municípios pelo tratamento dos resíduos e consequente repercussão nos seus munícipes.

“Os circuitos de recolha seletiva serão da responsabilidade e gestão da empresa privada ou passam para responsabilidade dos municípios, com todos os custos que isso comporta para uma autarquia?”, interroga.

“Quais os tipos de resíduos que serão tratados e valorizados por esta “mega” empresa privada? E reforçamos “mega” porque se trata de uma venda em bloco dos 11 sistemas multimunicipais, públicos, únicos, estratégicos na sua implementação e cobertura territorial. Estão contempladas as premissas de salvaguarda para as pequenas e médias empresas que se dedicam à reciclagem e reutilização de resíduos tão diversos como a sucata, veículos em fins de vida, toneres e tinteiros, óleos, pneus, madeiras, equipamentos elétricos e eletrónicos, baterias, materiais de construção e demolição, resíduos orgânicos de origem vegetal existentes de norte a sul do país e também sediadas nesta região? Serão estas as nossas próximas empresas insolventes, deixadas à sua sorte num mercado sem vinculação ao livre exercício concorrencial?”, são outras dúvidas.

“E os cerca de 350 trabalhadores? Estão salvaguardados os postos de trabalho e a especificidade profissional nos vários setores e frentes em que a Valorsul opera? Quando ouvimos o representante da Câmara das Caldas tomar a posição na Assembleia Municipal de que o único problema que encontra na privatização é a perda do poder discricionário na compra e venda das ações que as Caldas da Rainha detém enquanto acionista, fica claro para o PS que a Câmara das Caldas privilegia os interesses económicos face ao serviço público, aos prejuízos decorrentes para os munícipes, para os trabalhadores e para as pessoas”, afirma o Secretariado Concelhio das Caldas do PS.

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