O PS questiona que tarifas serão aplicadas aos municípios pelo tratamento dos resíduos e consequente repercussão nos seus munícipes.
“Os circuitos de recolha seletiva serão da responsabilidade e gestão da empresa privada ou passam para responsabilidade dos municípios, com todos os custos que isso comporta para uma autarquia?”, interroga.
“Quais os tipos de resíduos que serão tratados e valorizados por esta “mega” empresa privada? E reforçamos “mega” porque se trata de uma venda em bloco dos 11 sistemas multimunicipais, públicos, únicos, estratégicos na sua implementação e cobertura territorial. Estão contempladas as premissas de salvaguarda para as pequenas e médias empresas que se dedicam à reciclagem e reutilização de resíduos tão diversos como a sucata, veículos em fins de vida, toneres e tinteiros, óleos, pneus, madeiras, equipamentos elétricos e eletrónicos, baterias, materiais de construção e demolição, resíduos orgânicos de origem vegetal existentes de norte a sul do país e também sediadas nesta região? Serão estas as nossas próximas empresas insolventes, deixadas à sua sorte num mercado sem vinculação ao livre exercício concorrencial?”, são outras dúvidas.
“E os cerca de 350 trabalhadores? Estão salvaguardados os postos de trabalho e a especificidade profissional nos vários setores e frentes em que a Valorsul opera? Quando ouvimos o representante da Câmara das Caldas tomar a posição na Assembleia Municipal de que o único problema que encontra na privatização é a perda do poder discricionário na compra e venda das ações que as Caldas da Rainha detém enquanto acionista, fica claro para o PS que a Câmara das Caldas privilegia os interesses económicos face ao serviço público, aos prejuízos decorrentes para os munícipes, para os trabalhadores e para as pessoas”, afirma o Secretariado Concelhio das Caldas do PS.



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