Efemérides por Américo Brito

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Foi no dia 1 de setembro de 1900 que morreu no mar de Cabo Verde, Artur de Paiva. Tinha nascido em Leiria no dia 9 de março de 1856. Ainda criança foi para Angola, onde seu pai se tornou comerciante. Assentou praça, como voluntário, a 3 de fevereiro de 1874, e nesse mesmo ano tomou parte nas operações militares realizadas em Péri e Hári de Ambaca. Promovido a coronel, em 7 de julho de 1897, comandou diversas operações militares entre 1883 e 1900, devendo-se-lhe nomeadamente a pacificação do Humbe, em 1898. Pela sua brilhante conduta na campanha de Jau recebeu a Torre e Espada. Aliava ao uso da força um avisado sentido de justiça. Chefe do concelho de Humpata, dirigiu a fixação da colónia bóer. Dirigiu a colonização nos sertões de Benguela e de Moçâmedes. Os seus relatórios, publicados em 1938, revelam uma esclarecida visão de colonialista.

Foi no dia 18 de setembro de 1997 que foi exposta em Fátima publicamente o quadro de Salvador Dali, “A Visão do Inferno”, onde esteve até 13 de outubro. Este quadro do excêntrico pintor só foi exposto duas vezes. A outra tinha sido nos Estados Unidos.

A viagem do quadro dos Estados Unidos para Lisboa, foi assegurada pela TAP, e de Lisboa para Fátima por uma empresa de segurança, custando 12.000 dólares.

Esta obra está hoje avaliada em mais de um milhão de dólares e segura na sede da “Lloyds”, Londres.

Robert Descharmes, o melhor perito mundial na análise da obra de Dali, é de opinião que este quadro retrata “Nossa Senhora de Fátima” num ambiente quase apocalíptico, ao gosto do pintor, com garfos de comer caracóis a perfurarem os corpos mutilados que representam as almas penadas, sendo também o último “autorretrato espiritual” do artista, pois nele se “veem” os olhos, o cérebro e as mãos de Dali.

O Castelo de Ourém está representado no chão do quadro, bem como a figurinha de Fátima-Ourena que empunha uma cruz e se vê a caminhar do Castelo de Ourém para a Cova da Iria, onde se dá a visão do Inferno.

Um facto curioso que marca mudança no pintor ateu, está oculto no rosto da Virgem: até à execução deste quadro todos os rostos de Nossa Senhora pintados por Dali tiveram por modelo a sua mulher Gala. Nesta obra ali pintou primeiro o rosto de Gala, mas decidiu pintar outro por cima – o de sua mãe.

Foi no dia 29 de setembro de 1983 que morreu em Lisboa, Mário Botas.

Tinha nascido na Nazaré no dia 23 de dezembro de 1952.

Em 1975 concluiu o curso de Medicina na Universidade de Lisboa. De 1975 a 1980 viveu em Nova Iorque. Pintor neofigurativo, fez exposições individuais em Lisboa nos anos 1973 e 1974. Encontra-se representado no Museu da Fundação Gulbenkian.

No estrangeiro expôs nos EUA, França, Japão e Reino Unido.

A sua pintura transfiguradora procurou que o tempo a ponte entre o amor e a morte.

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