O proprietário de um terreno vizinho do afluente do rio Galvão, na Amoreira, em Óbidos, foi quem alertou a proteção civil após ter avistado as manchas. “Notei um cheiro muito forte a gasóleo e fiquei assustado porque não é uma coisa natural na água do rio. Não é bom para os terrenos que estão a ser irrigados. As plantas estão a ficar amarelas e queimadas”, relatou Paulo Martins.
Segundo Pedro Videira, comandante do destacamento da GNR das Caldas da Rainha, “foram detetadas algumas substâncias, possivelmente nafta, que deixam a água gordurosa, e está a ser feita recolha de lamas e de águas para saber a proveniência, a quantidade, se terá sido uma ocorrência pontual ou se irá ocorrer mais no futuro”.
“Temos a vegetação e a água na sua superfície cheias desta gordura e podemos constatar que está aqui um crime ambiental que pode trazer grandes problemas para a fauna e flora que coabitam com o leito deste afluente”, sublinhou.
Humberto Marques, vice-presidente da Câmara de Óbidos, disse ao JORNAL DAS CALDAS que “o Ministério do Ambiente foi informado para resolver este problema, que apresenta riscos de contaminação de solos e da Lagoa de Óbidos, onde vai desaguar o rio. Esta água é aproveitada para regas e múltiplas funções, pelo que está a ser feita uma barreira de contenção”.
Meios de topo de GNR
As unidades especiais de operações subaquáticas e de matérias explosivas e catástrofes do grupo de intervenção de proteção e socorro da GNR enviaram vinte elementos, incluindo mergulhadores, para recolher amostras junto à Quinta das Flores, no Olho Marinho.
Depósitos de nafta
A nafta poderá ter origem em depósitos que antigamente alimentavam estufas e que foram desativados. Mas uma das caldeiras foi enterrada no solo e a subida das águas do rio, devido à chuva abundante este ano, poderá ter provocado infiltrações.
Francisco Gomes







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