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Manchas gordurosas em rio de Óbidos motivam intervenção da GNR

Francisco Gomes

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Manchas negras e oleosas que se supõe serem derivados de petróleo estão a contaminar o afluente de um rio que vai desaguar na Lagoa de Óbidos e motivaram uma intervenção de unidades especiais da GNR ligadas à proteção ambiental, que estão a fazer uma contenção da poluição e a recolher amostras para determinar a proveniência das substâncias encontradas.
Foram recolhidas amostras de água/foto Carlos Barroso

O proprietário de um terreno vizinho do afluente do rio Galvão, na Amoreira, em Óbidos, foi quem alertou a proteção civil após ter avistado as manchas. “Notei um cheiro muito forte a gasóleo e fiquei assustado porque não é uma coisa natural na água do rio. Não é bom para os terrenos que estão a ser irrigados. As plantas estão a ficar amarelas e queimadas”, relatou Paulo Martins.

Segundo Pedro Videira, comandante do destacamento da GNR das Caldas da Rainha, “foram detetadas algumas substâncias, possivelmente nafta, que deixam a água gordurosa, e está a ser feita recolha de lamas e de águas para saber a proveniência, a quantidade, se terá sido uma ocorrência pontual ou se irá ocorrer mais no futuro”.

“Temos a vegetação e a água na sua superfície cheias desta gordura e podemos constatar que está aqui um crime ambiental que pode trazer grandes problemas para a fauna e flora que coabitam com o leito deste afluente”, sublinhou.

Humberto Marques, vice-presidente da Câmara de Óbidos, disse ao JORNAL DAS CALDAS que “o Ministério do Ambiente foi informado para resolver este problema, que apresenta riscos de contaminação de solos e da Lagoa de Óbidos, onde vai desaguar o rio. Esta água é aproveitada para regas e múltiplas funções, pelo que está a ser feita uma barreira de contenção”.

Meios de topo de GNR

As unidades especiais de operações subaquáticas e de matérias explosivas e catástrofes do grupo de intervenção de proteção e socorro da GNR enviaram vinte elementos, incluindo mergulhadores, para recolher amostras junto à Quinta das Flores, no Olho Marinho.

Depósitos de nafta

A nafta poderá ter origem em depósitos que antigamente alimentavam estufas e que foram desativados. Mas uma das caldeiras foi enterrada no solo e a subida das águas do rio, devido à chuva abundante este ano, poderá ter provocado infiltrações.

Francisco Gomes

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