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Juventude Popular propõe redução de gastos na campanha eleitoral

Francisco Gomes

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Com o aproximar a passos largos da campanha autárquica de 2013 e com uma crise que afeta profundamente os mais diversos quadrantes da sociedade portuguesa, a Juventude Popular (JP) distrital de Leiria decidiu elaborar uma proposta de redução de gastos em atividades de promoção da candidatura às diversas autarquias do distrito.

Esta proposta consiste, essencialmente, na revogação de cerca de 50% da subvenção pública atribuída ao CDS-PP para a realização da sua campanha autárquica.

Esta subvenção é atribuída pelo Estado com base no resultado das últimas eleições autárquicas realizadas, ou seja, é dada uma quantia de dinheiro dos contribuintes para a elaboração da campanha consoante a percentagem de votos obtidos.

“No contexto atual deve ser feita uma contenção de gastos”, sustenta o presidente, Diogo Carvalho, adiantando que “não podemos pedir austeridade umas vezes e esbanjar fundos públicos de forma desmedida noutras”.

“Estando todas as pessoas habituadas a assistir, no tempo de campanha, a grandes arruadas, jantares e outros tantos eventos, há que quebrar esta rotina. Realizando uma campanha tão ou mais eficiente, focada no que realmente interessa: a defesa da comunidade e a divulgação de ideias e projetos”, manifesta.

“O CDS tem de usar os pontos onde realmente é forte, nomeadamente o saneamento de contas, o fomento da economia local e projeção do concelho enquanto “marca”. Um excelente exemplo, é a câmara de Ponte de Lima onde se organizam eventos como a Festa do Vinho Verde e produtos Regionais ou a feira do Cavalo, que servem para atrair turismo para região”, salienta Diogo Carvalho.

A JP propõe que o CDS-PP faça uma campanha assente em três pilares: eficiência, viabilidade e transparência. “Só dessa forma será possível transmitir a mensagem pretendida de forma fácil, concreta e acessível a todos, tudo isto assumindo menos gastos”, indica.

Esta proposta foi apresentada à Distrital do partido pelo que ainda vai ser discutida pelos seus órgãos, mas seja qual for a decisão tomada “este será o ponto de vista defendido pela JP distrital de Leiria”, garante Diogo Carvalho.

Francisco Gomes

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