Esta proposta consiste, essencialmente, na revogação de cerca de 50% da subvenção pública atribuída ao CDS-PP para a realização da sua campanha autárquica.
Esta subvenção é atribuída pelo Estado com base no resultado das últimas eleições autárquicas realizadas, ou seja, é dada uma quantia de dinheiro dos contribuintes para a elaboração da campanha consoante a percentagem de votos obtidos.
“No contexto atual deve ser feita uma contenção de gastos”, sustenta o presidente, Diogo Carvalho, adiantando que “não podemos pedir austeridade umas vezes e esbanjar fundos públicos de forma desmedida noutras”.
“Estando todas as pessoas habituadas a assistir, no tempo de campanha, a grandes arruadas, jantares e outros tantos eventos, há que quebrar esta rotina. Realizando uma campanha tão ou mais eficiente, focada no que realmente interessa: a defesa da comunidade e a divulgação de ideias e projetos”, manifesta.
“O CDS tem de usar os pontos onde realmente é forte, nomeadamente o saneamento de contas, o fomento da economia local e projeção do concelho enquanto “marca”. Um excelente exemplo, é a câmara de Ponte de Lima onde se organizam eventos como a Festa do Vinho Verde e produtos Regionais ou a feira do Cavalo, que servem para atrair turismo para região”, salienta Diogo Carvalho.
A JP propõe que o CDS-PP faça uma campanha assente em três pilares: eficiência, viabilidade e transparência. “Só dessa forma será possível transmitir a mensagem pretendida de forma fácil, concreta e acessível a todos, tudo isto assumindo menos gastos”, indica.
Esta proposta foi apresentada à Distrital do partido pelo que ainda vai ser discutida pelos seus órgãos, mas seja qual for a decisão tomada “este será o ponto de vista defendido pela JP distrital de Leiria”, garante Diogo Carvalho.
Francisco Gomes



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