Q

Expoeste acolheu veículos clássicos raros com o regresso do Classic Auto

EXCLUSIVO

ASSINE JÁ
O Classic Auto regressou no passado fim de semana à Expoeste, nas Caldas da Rainha, para a sua 15ª edição, a primeira organizada pela Associação Portuguesa de Eventos (APE), que assumiu novamente a dinamização da feira após vários anos de interrupção. O certame decorreu entre sexta e domingo e reuniu cerca de 80 viaturas clássicas e desportivas, além de 50 expositores de automobilia, peças e acessórios. Pelo evento passaram perto de 5500 visitantes.

 

Entre os veículos em destaque estiveram dois modelos raros pertencentes ao mesmo colecionador, avaliados em conjunto em cerca de meio milhão de euros. Um deles é uma réplica fiel do Shelby GT500 “Eleanor”, o carro imortalizado no filme “60 Segundos”, protagonizado por Nicolas Cage. Segundo José Pereira, membro executivo da APE, foram produzidas apenas 80 unidades deste modelo, o que torna a sua presença “um privilégio para os visitantes e algo que dificilmente se vê na rua ou noutras exposições”.

A organização explica que a maioria dos carros expostos não estão à venda, sendo que fazem parte de coleções privadas. A participação depende, por isso, da disponibilidade e vontade dos proprietários. “Temos carros na região suficientes para encher este pavilhão, mas depende sempre de quem os tem querer mostrá-los”, afirma José Pereira, reconhecendo que ainda existe algum receio em expor veículos de elevado valor. Apesar desse receio, a APE afirma garantir condições e segurança a todos os veículos e expositores da Classic Auto.

Organizar a feira “não é simples” e envolve custos elevados, desde logística ao transporte das viaturas, passando pela montagem e colocação de alcatifa no recinto. A entrada manteve-se nos três euros, um valor que não cobre as despesas do evento, mas que, segundo a APE, pretende manter-se simbólico. “Somos uma associação sem fins lucrativos, não queremos lucro, mas também não podemos ter prejuízo. Esta edição só foi possível porque colecionadores e expositores acreditaram em nós”, sublinha.

Além dos automóveis clássicos e desportivos, a feira contou também com bicicletas antigas, karts e um parque exterior reservado a automóveis clássicos trazidos pelos visitantes, fomentando o convívio entre entusiastas de várias idades e origens.

José Pereira considera que o regresso da feira às Caldas representa “a vontade de manter viva a paixão pelos clássicos” e mostra-se disponível para continuar a realizá-la, caso se mantenham as condições necessárias. “Se houver vontade da comunidade e apoio, continuaremos. Esta feira é feita para quem gosta de automóveis, mas também para quem gosta de história”, conclui.

(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Artigos Relacionados