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Autarcas contra instalação de central fotovoltaica à entrada de Peniche

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As Juntas de Freguesia de Atouguia da Baleia, de Ferrel e de Peniche manifestaram a sua oposição à instalação de uma central fotovoltaica à entrada da cidade, sustentando que os treze hectares de terreno que serão ocupados resultarão na “destruição da paisagem e a criação de uma verdadeira cicatriz negra que manchará a beleza natural”.
As juntas de freguesia apontam que a central ocupará treze hectares junto às praias do concelho

As Juntas de Freguesia de Atouguia da Baleia, de Ferrel e de Peniche manifestaram a sua oposição à instalação de uma central fotovoltaica à entrada da cidade, sustentando que os treze hectares de terreno que serão ocupados resultarão na “destruição da paisagem e a criação de uma verdadeira cicatriz negra que manchará a beleza natural”.

Numa posição conjunta, António Salvador, Pedro Barata e Teresa Lopes, respetivamente presidentes das Juntas de Freguesia de Atouguia da Baleia, de Ferrel e de Peniche, justificam que “o istmo de Peniche, local onde se prevê que seja instalado, representa uma paisagem singular para quem entra e sai da cidade de Peniche ou para quem se dirige às praias de Supertubos ou do Baleal”.

Tornar-se-á um “local sensível, tendo em conta a grande dimensão” do projeto, que visa instalar cerca de 18 mil módulos fotovoltaicos, num investimento de 5,6 milhões de euros da empresa portuguesa Hyperion Renewables, para o qual a Câmara Municipal de Peniche aprovou o licenciamento.

“Não foi apreciada qualquer avaliação do impacto no património paisagístico do concelho pela Câmara Municipal”, sublinham os autarcas, alertando que os treze hectares de terreno da freguesia da Atouguia da Baleia que serão ocupados encontram-se “na porta de entrada e de saída de todas as pessoas que vêm à cidade de Peniche e às nossas praias e que serão confrontadas com um bloco negro cintilante de cada vez que passarem entre a rotunda de Porto de Lobos e a de Supertubos ou entre a rotunda de Nossa Senhora da Boa Viagem e o Baleal”. 

“É uma questão do mais elementar bom senso que este projeto seja pensado para outro local”, apelam os autarcas.

O investimento de 5,6 milhões de euros da Hyperion Renewables visa a criação de uma central que, com recurso a energia solar, produzirá 16 gigawatts/hora por ano, o equivalente ao consumo de quase oito mil habitações, evitando, segundo a empresa, a emissão de mais de nove mil toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera em comparação com a mesma quantidade de eletricidade produzida a partir do gás natural ou do carvão.

A Agência Portuguesa do Ambiente, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo e a Infraestruturas de Portugal deram parecer favorável.

A empresa comprometeu-se a beneficiar um troço da antiga Estrada Nacional 114 e a incluir uma ciclovia.

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