Secretário-geral do PCP não tomou posição sobre localização do novo hospital

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O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, não se compromete com nenhuma posição em relação à localização do novo hospital do Oeste, mas defende que é urgente a sua construção.

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, não se compromete com nenhuma posição em relação à localização do novo hospital do Oeste, mas defende que é urgente a sua construção.

Paulo Raimundo esteve no passado sábado, dia 9, nas Caldas da Rainha para tomar contato com a população e quando foi questionado sobre o assunto disse apenas que “o fundamental é que seja construído e que tenha construção, gestão e funcionamento público”.

O líder dos comunistas referiu que esta é uma questão central para quem vive nesta região, acusando o PS e os partidos de direita estarem mais preocupados em “criarem uma oportunidade de negócio para o setor privado”.

Paulo Raimundo, acompanhado de uma comitiva com dezenas de comunistas que empunhavam bandeiras do PCP, percorreu a rua das Montras e a Praça da Fruta. A principal mensagem era de que “é urgente aumentar salários e pensões”.

Ao cimo da praça da República, fez uma intervenção onde defendeu a importância de valorizar quem trabalha e de quem trabalhou a vida inteira.

“Foi um contato para conhecer melhor a realidade e transmitir as nossas propostas, para as pessoas possam saber quais são as soluções que a CDU tem para responder aos problemas”, afirmou o comunista aos jornalistas no final da sua visita.

O líder do PCP lembrou que melhorar salários também é uma forma de valorizar os profissionais do setor público, salientando a necessidade de o fazer no Serviço Nacional de Saúde para os utentes tenham um melhor serviço.

Paulo Raimundo mostrou-se também preocupado com “o aumento brutal das rendas” e com as dificuldades que os pequenos empresários enfrentam todos os dias.

“O país não é pobre, tem é sido empobrecido”, afirmou, criticando os interesses privados que exploram as pessoas e os vários casos de corrupção que têm vindo a público.

Em relação às obras de requalificação da Linha do Oeste, o dirigente criticou o constante “pára-arranca” da intervenção que está a ser feita.

Os comunistas entendem que mesmo que agora haja um governo em gestão “este está obrigado a dar resposta às necessidades urgentes”.

Paulo Raimundo apelou ao voto na CDU nas próximas eleições legislativas, sublinhando que estas servem “para eleger 230 deputados e não para eleger um primeiro-ministro”, por isso devem escolher “os que estão ao serviço dos trabalhadores, do povo e do país”. O secretário-geral do PCP disse estar confiante de que irão aumentar o número de votos e eleger mais deputados.

Relativamente à construção do novo aeroporto de Lisboa, Paulo Raimundo sublinhou que este é um investimento que o país precisa. Por outro lado, defendeu que “não devem ser interesses privados a decidir se há ou não aeroporto e onde este deve ser construído”.

O PCP continua a defender que a melhor localização é em Alcochete.

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