Galamba disse há tempos atrás que o aeroporto em Santarém é muito longe…não sei onde mora, mas deve estar a pensar que é longe da casa dele. Este é o melhor exemplo da competência deste moço, pelo menos em termos de visão estratégica para o país.
Até nem sou adepto do aeroporto em Santarém, porque acredito que ficaria muito melhor em Monte Real, mas já nem vale a pena fundamentar que o Aeroporto de Lisboa está muito bem onde está, na Portela, o que precisamos é de arranjar um outro, complementar, que permita receber os voos excedentes que já não são possíveis aterrar em Lisboa; e nesse sentido era fundamental conseguirmos o equilíbrio em termos de infraestruturas aeroportuárias em Portugal, e assim sendo a zona centro tem o maior eixo industrial do país entre Aveiro e Torres Vedras, tem o maior centro religioso do país, se pensarmos no turismo religioso, em Fátima, tem uma costa oeste com muitas das praias com melhores condições turísticas do ponto de vista da oferta no país, Nazaré, Baleal, Ericeira, Figueira da Foz, e tantas outras, enfim…
Um dia, iremos perceber, porque é que não se pensa Portugal com mais cuidado e abandonando o lema que ouço desde criança, e que diz que “Lisboa é Portugal e o resto é paisagem” e nesse dia voltaremos a ter de gastar o dinheiro que não temos, a menos que com estas receitas brutais que o PS está a ter com esta enorme carga fiscal sobre os cidadãos e as empresas e com o aumento extraordinário e inesperado da inflação, que lhe enche os cofres, criando pobres todos os dias, eles estejam caladinhos a criar a maior reserva de ouro do mundo, como alguém já fez no passado, mas parece que desapareceu, muito embora o povo não tenha visto um cêntimo.
Não tenho a menor dúvida de que a melhor localização para um aeroporto complementar à Portela é em Monte Real, e apresento apenas duas razões que na minha humilde opinião valem pela escolha desta solução: o desenvolvimento de toda a Região Centro do país que seria refletido em sete distritos, a saber, Aveiro, Guarda, Viseu, Castelo Branco, Coimbra, Leiria e Santarém; resolução do problema com baixo custo, uma vez que existe um estudo que estima que com um gasto de apenas vinte cinco milhões em Monte Real, este passa a poder receber seiscentos mil passageiros/ano, parece que Alcochete custa sete mil milhões.
Só que não, Monte Real não, primeiro – é muito longe da casa dos lisboetas em geral e do Galamba em particular; segundo – não há terrenos para especular preços e os do costume arrecadarem umas “massas” valentes, e por último não há uma estratégia para este nosso triste e cinzento país, que podia ser o maior e melhor exemplo de sucesso para o mundo, mas não consegue, apenas porque falta um aeroporto, só que não é em Lisboa perto da casa do Galamba.




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