O grupo de cidadãos caldenses que se designa “Falo pela tua saúde” organiza uma marcha lenta na A8, entre Caldas da Rainha e Óbidos e vice-versa, no dia 20 de julho, das 10h às 13h, altura em que decorre o debate da nação na Assembleia da República.
A iniciativa insere-se no âmbito da luta que se propõe fazer para “salvaguardar a prestação de cuidados de saúde nas Caldas da Rainha e no Oeste Norte”.
Aproveitando a deslocação a Leiria do Primeiro-Ministro no passado dia 13, o grupo conseguiu entregar em mãos a António Costa uma carta com os seus objetivos e reivindicações. O ministro da saúde, Manuel Pizarro, acompanhava o Primeiro-Ministro.
“Temos um propósito, a defesa intransigente do novo hospital em Caldas da Rainha e até à sua construção a requalificação e melhoramento do hospital atual”, escreveu o grupo na missiva, revelando que se apresentou na reunião extraordinária da Assembleia Municipal das Caldas da Rainha, no passado dia 11, onde o assunto do hospital foi ponto único.
O movimento critica a “insensatez e até desfaçatez do sr. Ministro da Saúde”, que “veio às Caldas da Rainha, numa ótica de provocação e malvadez, afrontar os cidadãos caldenses e da região, anunciar que a localidade fundada pela Rainha D. Leonor iria perder a essência da sua criação, os cuidados de saúde para os necessitados”.
“Para além dos prejuízos económicos que tal decisão, a ser concretizada, vai provocar às Caldas e à região, dado que o Hospital das Caldas é o maior empregador da região, que o comércio local tem por base não só os trabalhadores do Hospital, mas também toda a população que o frequenta”, o grupo salienta ainda “a ausência de condições para que mais famílias, empresas e turistas venham para a nossa região”.
Para o grupo, a decisão anunciada “não teve em conta os mais variados pareceres técnicos, quer de sustentabilidade, quer económico-financeiros, quer ainda o cumprimento do Plano Regional de Ordenamento do Território para o Oeste, sendo que, neste último aspeto, viola regras e regulamentos estabelecidos pelo Governo”.
Cidadãos das Caldas da Rainha, nas diversas profissões, propõem a cisão do Centro Hospitalar do Oeste e a criação de uma Unidade Local de Saúde Oeste Norte, integrando os hospitais de Caldas da Rainha e de Peniche e o Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Norte, eventualmente integrando freguesias de Alcobaça e Rio Maior.
“Pretendemos que se garanta a existência das seguintes especialidades: Cirurgia geral, Ortopedia, Medicina Interna, Ginecologia/Obstetrícia, Gastroenterologia, Psiquiatria, Pediatria, Otorrinolaringologia, Patologia Clínica, Imunohemoterapia, Medicina Física e de Reabilitação, Imagiologia, Cardiologia, Oncologia Médica, e ainda a criação de uma Farmácia Hospitalar”, exigem.
“Será tudo isto o garante da existência de uma urgência Médico-Cirúrgica em Caldas da Rainha e uma Urgência Básica em Peniche, requalificando ainda Peniche para uma unidade de cuidados continuados e internamento em psiquiatria, complementando-se com Caldas da Rainha”, adiantam, admitindo colocar uma providência cautelar ou uma ação judicial contra o anúncio do Ministro da Saúde sobre a localização proposta para o novo hospital.
Propor à Câmara e Assembleia Municipal das Caldas da Rainha a possibilidade de criar condições para a captação de profissionais de saúde, seja na aplicação de isenção de IMI, taxa de água e saneamento, entre outras taxas municipais possíveis, de modo a que o Hospital das Caldas seja atrativo para esses profissionais, é outra intenção do grupo, que tenciona ainda solicitar ao Município que providencie junto do Politécnico de Leiria a possibilidade da existência de cursos na área da saúde a serem ministrados nas Caldas da Rainha.




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