O Município do Cadaval leva a cabo, no dia 21 de maio, entre as 10h00 e as 19h00, junto à Mata dos Castanheiros (Serra de Montejunto), a realização do Mercado Setecentista, um complemento à Recriação Histórica da Real Fábrica do Gelo, que ocorrerá pelas 15h00.
Pretende-se recriar o ambiente setecentista na envolvente deste monumento nacional, permitindo uma experiência mais completa aos visitantes, ao mesmo tempo que possibilita aos artesãos e produtores locais venderem os seus produtos.
José Bernardo Nunes, presidente da Câmara do Cadaval, recorda que a Real Fábrica do Gelo “era o local onde se produzia gelo para ser transportado para a corte em Lisboa, tendo funcionado até 1895”.
“Depois, com o aparecimento dos frigoríficos deixou de haver necessidade”, indicou, sublinhando que na altura “o gelo era um bem escasso e caro”.
“Durante a noite era colocada nos tanques uma quantidade de água e com os invernos muito mais rigorosos que não existem agora, e por estar numa zona de microclima, a água gelava. Eram feitos cortes em blocos e o gelo era armazenado em poços e seguia depois para a Lisboa, descia a serra no dorso dos animais e em carroças e carros de bois seguia para a vala do Carregado e de seguida de barco para Lisboa”, descreveu.
O Café do Gelo e o Martinho da Arcada, tradicionais cafés de Lisboa, eram fornecidos com este gelo, que “não só era usado para fins lúdicos para refrescar bebidas, como também para fins medicinais”.
Julga-se que uma parte dos poços de gelo “terá sido destruída nos anos 50 com a construção do quartel da base área do Montejunto”.
Segundo o presidente da junta, “temos tido um grande investimento na recuperação daquele espaço”, perto da Mata dos Castanheiros, parque de merendas, do centro de interpretação ambiental e do parque de campismo, e que constitui um ponto turístico de maior atração do concelho, daí a razão deste evento no dia 21.




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