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A importância da realização da mamografia

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O cancro da mama é uma das doenças com maior impacto na nossa sociedade. Afeta um órgão cheio de simbolismo, na maternidade, na feminilidade, na sensualidade, sexualidade e socialmente exposto.
Carlos Rodrigues

O cancro da mama é uma das doenças com maior impacto na nossa sociedade. Afeta um órgão cheio de simbolismo, na maternidade, na feminilidade, na sensualidade, sexualidade e socialmente exposto.

Tem vindo a aumentar, sendo o segundo tipo de cancro mais comum entre as mulheres e a segunda causa de morte por cancro, na mulher. A sua incidência na Europa ocidental é de 90 novos casos por ano em cada 100.000 habitantes e em Portugal é semelhante. Em termos objectivos, em Portugal, anualmente são detectados cerca de 6.000 novos casos de cancro da mama, e 1.500 mulheres morrem com esta doença todos os anos.

Principal arma é detetar mais cedo

Assusta pensar que uma em cada oito mulheres ao longo da vida tem, teve ou terá esta doença.

Apesar do grande desenvolvimento de terapêuticas cada vez mais eficazes no combate a esta doença, a principal arma passa pelo diagnóstico precoce, ou seja, por detectar mais cedo doenças mais iniciais, mais fáceis de tratar e com terapêuticas menos agressivas e mutiladoras.

Cuidados de vigilância

É essencial manter uma vigilância mamária adequada, através da realização do auto-exame de mama mensalmente, consultando periodicamente o seu médico (médico de família, ginecologista, senólogo) e efetuando exames imagiológicos adaptados a cada situação individual ao longo de toda a vida, nomeadamente com recurso à mamografia e ecografia mamária.

Aqui é essencial deixar bem claro que a radiação associada à mamografia é desprezível e praticamente inócua para a saúde. A ideia de que fazer mamografias com muita frequência pode provocar cancro de mama é um mito, uma falsidade que urge banir. Para se poder ter uma melhor mais prática, a radiação somada de todas as mamografias realizadas pela mulher em toda a sua vida com uma periodicidade anual equivale a apenas um TAC de tórax.

Em termos de recomendações de sociedades científicas para o calendário do rastreio, existem diversas e muito diferentes. Em mulheres sem fatores de risco, deixo o meu conselho: o primeiro exame mamográfico/ecográfico deverá ocorrer entre os 35-40 anos. Após os 40 anos deverá ser anual.

Fique atenta ao seu corpo. Faça o auto-exame da mama. Faça a mamografia sempre que o seu médico lhe recomendar.

Carlos Rodrigues

Ginecologista-obstetra no Hospital CUF Torres Vedras e na Clínica CUF Mafra – Coordenador da Unidade da Mama do Hospital CUF Torres Vedras

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