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Emigrante caldense lança livro de crónicas, “que falam sobre tudo e sobre nada”

Mariana Martinho

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O caldense, André Serrenho, que vive há mais de três anos na Polónia e que nos tempos livres gosta de escrever crónicas no seu blogue “Mente Crónica”, apresentou na passada segunda-feira, dia 24 de agosto, no Manjar de Tornada, em Caldas da Rainha, o seu primeiro livro “Do berço ao caixão”. Este livro de estreia deste caldense, que é composto por “mais de cem crónicas, falam sobre tudo e sobre nada”, está disponível para compra nos sites da Amazon, em versão impressa e também para Kindle, pelo valor de 13 euros.
O jovem caldense apresentou o livro nas Caldas da Rainha

Este caldense de gema, mudou-se para a capital quando ingressou no curso de Geografia e Planeamento Regional na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e mais tarde, depois de estar apto para conhecer as capitais de todos os países, decidiu partir para o estrangeiro. Assim, ingressou na companhia de aviação low-cost Ryanair, onde trabalhou como tripulante de cabine, durante dois anos, a partir do aeroporto de Londres Stansted, no Reino Unido.

Atualmente, André Serrenho é agente de Apoio ao Cliente, numa grande empresa americana que produz equipamentos médicos em Varsóvia, na Polónia. “Local esse onde a grande maioria das crónicas, talvez noventa e cinco por cento, foram escritas durante este ano, especialmente durante o período de confinamento que passei em Varsóvia”, sublinhou o jovem caldense, na entrevista que deu ao JORNAL DAS CALDAS.

Jornal das Caldas (JC) – Como surgiu a ideia de criar o “Do Berço Ao Caixão”?

André Serrenho (AS) – Tenho um blogue (Mente Crónica) há bastante tempo, onde esporadicamente debito pensamentos, reflexões e pontos de vista. No entanto, estava cansado da cultura de “comer e deitar fora” a que as redes sociais nos habituaram. Os textos numa página de Facebook são enterrados passado umas horas, porque chegam a meia dúzia de pessoas e depois disso perdem-se para sempre. Queria fazer algo que fosse mais palpável, mais intemporal e mais “analógico”. Surgiu o desafio e com alguns empurrõezinhos, e vozes de incentivo, lá apareceu este “Do Berço ao Caixão”.

JC – Este é o teu primeiro livro de crónicas. É composto por quantas? E falam sobre o quê?

AS -São um pouco mais de cem. Falam sobre tudo e sobre nada, isto é, sobre o que importa e o que não importa, sobre o superficial e o profundo. Para se ter uma noção, existe uma crónica que defende a utilização de toalhetes de bebés por parte dos adultos e outra que se debruça sobre o peso da morte. A maior coerência do livro é o “tom” com que foi escrito, de resto é um livro sobre a vida (quase toda).

JC -Onde foste buscar inspiração para escrever as crónicas?

AS – Possuo um bloco de notas no telemóvel onde todos os dias, seja a que horas for, registo frases, pensamentos ou simples palavras que me ocorram. Depois disso, é só acordar às cinco e meia da manhã, pegar nelas e explorá-las. Muitas vezes, só tenho uma premissa e nem sei a que conclusão vou chegar. Há bastantes que são deitadas fora, mas na maioria delas consigo espremer qualquer coisa.

JC – Como surgiu a oportunidade de editares o livro?

AS – O livro é uma auto-publicação. Todo o trabalho fora da minha competência foi feito por profissionais contratados para o efeito a custo próprio. Gostei da experiência, voltarei a fazê-lo.

JC -Pode ser adquirido onde?

AS – O livro está disponível para compra nos sites da Amazon, tanto em formato impresso como para Kindle. Infelizmente ainda não existe Amazon portuguesa mas consegue-se encomendar da Amazon espanhola, inglesa, alemã, etc, com bastante facilidade.

JC – És caldense de gema mas vives na Polónia há mais de três anos. Foi lá que foram escritas as crónicas?

AS – Sim. Houve umas poucas que foram reescritas de tempos anteriores, mas a grande maioria, talvez noventa e cinco por cento, foram escritas durante este ano, especialmente durante o período de confinamento que passei em Varsóvia.

JC – Como te sentes ao regressar a Portugal, especialmente à tua terra para lançar um livro teu?

AS – Os regressos a Portugal são uma constante da minha vida. Normalmente, são mais curtos do que gostaria, porque a minha vida continua em Varsóvia. Mas fico muito contente, claro, especialmente com o apoio inabalável que tenho recebido da parte da minha família e amigos. Houve muitos velhos amigos e conhecidos a contactarem-me interessados em adquirir o livro, e só por esse contacto restabelecido já tudo isto valeu a pena. É garantido que voltarei a repetir.

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