Terão sido motivos fúteis, não havendo uma razão aparente, que segundo a Polícia Judiciária, o levaram a cometer este ato.
O homem usou um isqueiro e fugiu do local, perto de Pataias-Gare, mas não contava que dois motoristas tivessem detetado as chamas e se apressassem a apagá-las, que estavam em fase inicial, não deixando que atingissem grandes proporções.
Na altura também passava nas imediações uma patrulha da GNR de Pataias que estranhou a movimentação para proceder a extinção do pequeno foco de incêndio foi informada sobre um indivíduo a sair na direção oposta e da existência de um veículo próximo do local.
Na sequência das diligências policiais, foi identificado o suspeito e constituído arguido, tendo o processo sido remetido ao Tribunal Judicial de Alcobaça.
Posteriormente, em fase de inquérito da Secção de Caldas da Rainha do Departamento de Investigação e Ação Penal de Leiria, a Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Leiria, recolheu elementos de prova que esclareceram as circunstâncias em que ocorreu o incêndio florestal, tendo procedido à detenção do presumível autor.
Após ter sido presente a primeiro interrogatório judicial, foi-lhe aplicada a medida de coação de prisão preventiva enquanto aguarda o desenvolvimento do processo.
O facto de ser bombeiro, o que lhe imputa dever de maior responsabilidade, e o eventual perigo de continuidade da conduta numa época crítica de incêndios, terão pesado na decisão do juiz.
Residente na zona onde ateou o fogo, o detido é bombeiro há mais de dez anos mas estará em funções há pouco tempo na corporação de Pataias.
O comando da corporação declinou prestar declarações sobre o caso, argumentando que o mesmo se “encontra em segredo de justiça”.




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