Na altura com 27 anos e a trabalhar numa empresa de mergulho em Peniche ao mesmo tempo que era bombeira em situação de reserva na corporação de Óbidos, função que já não exerce, Patrícia Ribeiro conheceu a sentença na passada segunda-feira, no Tribunal de Lisboa.
A arguida admitiu que pretendia captar a atenção da família, afirmando que sofria do Síndrome de Münchausen, caraterizado por alguém que tenta fazer mal a outro para chamar a atenção sobre si próprio.
Foi crucial o testemunho do filho mas também a vigilância montada no hospital D. Estefânia, em Lisboa, onde foi detetada a administrar clorofórmio à criança, quando esta estava internada após outros episódios de envenenamento.
Embora tenha alegado não se recordar desses atos nem de ter empurrado o filho para um tanque de água com três metros de profundidade, Patrícia Ribeiro declarou que após ter sido submetida a terapia é que tomou consciência do mal que cometeu.
Para além da pena de prisão foi ainda condenada a pagar uma indemnização de 300 mil euros ao filho e 25 mil euros ao pai da criança, bombeiro da corporação de Óbidos de quem estava separada.
O menino, atualmente com oito anos, sofreu mazelas de saúde que poderão acompanhá-lo para o resto da vida.



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