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Mário Tavares lançou “um pequeno apontamento” sobre os 100 anos do Sporting Clube das Caldas

Mariana Martinho

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Foi apresentado na passada quinta-feira, dia 9 de julho, no Museu do Ciclismo uma publicação de momentos e memórias inseridas nas comemorações do centenário do Sporting Clube das Caldas, da autoria do mais antigo sócio do Sporting Clube das Caldas, Mário Tavares, que aproveitou a ocasião para anunciar que ia deixar de ser “dirigente do clube ao fim de 45 anos interruptos”. A acompanhar a apresentação desta publicação também foi inaugurado um painel fotográfico alusivo ao referido centenário, no museu
Mário Tavares, responsável pelo lançamento da publicação sobre os 100 do Sporting Clube das Caldas

Este “pequeno apontamento”, segundo o presidente da mesa da Assembleia Geral do Sporting Clube das Caldas tem como finalidade “suprimir algumas lacunas, que o clube tem nos seus arquivos”, tentando assim através da memória fazer um pouco de história na generalidade não documental sobre uma das “mais antigas e prestigiadas” coletividades caldenses.

Fundado por um grupo de jovens, o clube tal como os outros juvenis agrupamentos iniciou atividade com o futebol, tendo nos anos 40 se tornado uma agremiação eclética, abandonando a prática e dedicando-se inteiramente ao hóquei em patins e ao ténis de mesa, modalidades que acompanhou todo o historial do clube. A essas seguiram-se outras como o atletismo, o basquetebol, o ciclismo, o tiro, o remo, a pesca desportiva, o xadrez, o andebol, e mais tarde, o voleibol, modalidade que nos últimos anos, “não deixou de brilhar”, e que tornou o Sporting num clube de mono-modalidade. “Todas essas memórias constam desta nota evolutiva dos 100 anos de vida do clube”, explicou Mário Tavares, adiantando que “esta publicação pretende preencher um vazio de conhecimento do que foi o Sporting nas suas diferentes épocas, com uma nota especial sobre o primeiro presidente da direção, Luiz Teixeira, que foi um dos principais obreiros do nascimento desta prestigiosa coletividade”.

Nesse sentido, “não podia deixar de associa-lo, ainda que através de uma modesta evocação, a uma tão significativa efeméride”, apontou o sócio número 1 do clube, que hoje com 82 anos, decidiu deixar de “pertencer a um clube, no qual foi dirigente durante 45 anos”. “Tenho toda uma vida de Sporting Clube das Caldas, e por isso está na altura certa de sair”, esclareceu, deixando assim aos que ficam a noção de um caminho percorrido, que herdou e que viveu, e o “Sporting, com os naturais altos e baixos, como sempre teve e continuará tendo, por muitos mais anos, a servir a cidade”.

Para o diretor do museu, Mário Lino, “o autor conseguiu com grande eficácia e relevância, abarcar e sintetizar, em poucas páginas, cem anos de história do Sporting Clube das Caldas”.

Igualmente referiu que “Mário Tavares, presidente honorário salvou uma história quase perdida e, ao mesmo tempo, veio devolvê-la a quantos a viveram”, através da recuperação de algumas fotografias de diferentes equipas, e pequenas lembranças do clube.

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