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Sete casos confirmados de Covid-19 em conserveira de Peniche

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A fábrica de conservas European Seafood Investiment Portugal (ESIP), em Peniche, tem 300 trabalhadores em quarentena, devido a sete casos confirmados de infeção entre os 850 funcionários.

No âmbito do plano de contingência a unidade tinha separado turnos e áreas, o que permitiu confinar o eventual foco de contaminação apenas aos trabalhadores que estiveram em contacto com os infetados, por isso, os restantes não necessitam de estar em quarentena e mantêm a conserveira a funcionar.

Foram feitos testes a 390 trabalhadores e 150 regressam ao trabalho nesta segunda-feira.

Mariana Rocha, trabalhadora da fábrica e dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB), manifestou à agência Lusa preocupação por “haver trabalhadores a trabalhar na fábrica a menos de um metro de distância”, ainda que usem máscara e adotem outras medidas de higienização e proteção.

Também nas salas de refeição, onde têm de tirar a máscara para se alimentarem, estão “a menos de um metro de distância por falta de espaço”.

A dirigente sindical, que teme que os casos possam aumentar nesta indústria conserveira, alertou também que a empresa está a contratar trabalhadores temporários, sem os sujeitar a teste, e que há falta de lavatórios para todos os trabalhadores, uma vez que, em alguns setores, a desinfeção com álcool gel não é suficiente para ficarem com as mãos limpas.

Confrontado pela Lusa sobre as críticas do sindicato, John Merva, diretor de comunicação para a Europa da Thai Union, multinacional tailandesa proprietária da ESIP, respondeu que, desde abril, foram criados quatro refeitórios, “reduzindo o número de trabalhadores em cada um e permitindo o distanciamento de um metro”.

As medidas foram inspecionadas e aprovadas pelas autoridades em maio, antes de terem surgido os casos de infeção, assegurou.

A indústria conserveira está a efetuar “trabalhos para melhorar as medidas de distanciamento social e a rever a separação de turnos para garantir a máxima segurança”, adiantou.

Desde que foi detetado o primeiro caso positivo, a conserveira desinfetou as áreas que foram usadas por essa trabalhadora, incluindo salas de descanso, vestiários e áreas laborais.

Dentro do seu plano de contingência, a unidade já tinha adotado a medição de temperatura à entrada de cada turno, o uso de equipamentos de proteção individual, a higienização regular das mãos e o reforço da limpeza.

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