Estas situações sistemáticas prejudicam a mobilidade e levam a uma “anarquia” pedestre, também agravada pelas condições dos passeios da cidade. Quando me refiro as condições dos passeios nas Caldas, não me refiro ao seu estado nem a situação de obras que a cidade atualmente atravessa (que embora em situação temporária também contribui). Refiro-me sim ao facto de a maioria dos passeios das ruas fora do centro da cidade não serem já passeios mas sim locais onde os animais de estimação fazem as suas necessidades. Tal obriga nessas ruas os pedestres a circular na via, pois é impossível fazê-lo nos passeios. A cidade (como a grande maioria em Portugal), que já de si não está adaptada convenientemente para facilitar a mobilidade aos cidadãos portadores de deficiência, ainda a dificulta perante o exposto. Devido ao facto de não haver a preocupação de aplicar a lei em vigor, é evidente que mais de 90% dos habitantes da cidade não se dá ao trabalho de recolher as fezes dos animais de estimação. Mais ridículo ainda é que a Câmara Municipal (ou as freguesias) deu-se (ou deram-se) ao trabalho e dispêndio de colocar WCs para os animais em pontos estratégicos que mantêm regularmente, mas que se alguém por eles passar constata que se encontram mais limpos que as ruas circundantes que lhe dão acesso. Fica aqui o meu alerta a quem de direito que comece a olhar para estas situações e que faça um esforço para as minimizar sem ter em mente as eleições autárquicas que se avizinham. Que eu saiba por enquanto nem os animais nem os automóveis votam e um pouco mais de civismo e educação não ficava nada mal aos habitantes desta nossa cidade.
Fechar a estrada antes que o rio decidisse por nós
Este texto é um reconhecimento. Escrevo-o porque sei que os factos aconteceram desta forma. Porque conheço quem tomou a decisão. Porque sei como foi ponderada, discutida, insistida. E porque nem sempre quem evita a tragédia é quem aparece a explicá-la.




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