A iniciativa, que foi promovida pelo docente Rui Correia, teve como intuito “chamar atenção para a falta de civismo, que acomete aos condutores quando trazem os seus miúdos para a escola”. E como tal, “apenas três ideias fariam toda a diferença, como nunca parar em segunda fila, deixar a garotada a 50 metros da escola e acordar cinco minutos mais cedo”. Este assunto toca particularmente uma das encarregadas de educação, Tânia Formiga, como o JORNAL DAS CALDAS relatou na edição anterior, visto que foi “uma das lesadas pelas condutas incorretas diárias de muitos dos condutores, que todos os dias vão deixar os seus educandos”, tendo sido “obrigada” a passar o traço contínuo devido a carros estacionados em segunda fila. Nesse sentido, “esperemos agora que os condutores se deixem “tocar” por esta iniciativa e que os que não agem corretamente entendam que das suas ações podem advir prejuízo para os outros utentes da via (condutores e peões), e que a segurança de todos é colocada em risco, pela sua conduta”. Alertou ainda para que “haja mais segurança e que não haja mais multas a condutores, que pisam o traço, por “culpa” de terceiros”. Outros encarregados de educação também lamentaram que estas iniciativas sejam necessárias. “As pessoas deviam ser suficientemente educadas para o fazerem por livre iniciativa, pensando nos outros e acima de tudo nos exemplos que dão aos filhos”, referiram. Em reunião de Câmara, o vereador Luís Patacho, do PS, apresentou uma proposta de colocação de abrigos nas proximidades das escolas da cidade, nomeadamente junto à Escola D. João II e à EBI Santo Onofre, de forma a permitir abrigar, sobretudo quando chove, tanto os alunos que aguardam pela chegada dos encarregados de educação, com os pais que aguardam os filhos. Luís Patacho referiu a utilidade desta proposta, na medida em que “poderá servir também como factor de mitigação do estacionamento em segunda fila, que estrangula o trânsito nalguns períodos de saída dos alunos”.




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