A associação, que a convite da Liga Portuguesa contra o Cancro, decidiu juntar- se a esta causa, desenvolveu várias iniciativas ao longo do dia, entre elas uma conversa com a cantora Rebeca, a quem “em 2017 foi diagnosticado um cancro na mama, exatamente oito anos depois de ter vencido um cancro na tiróide”. “Hoje estamos cá para falar de histórias felizes, e que acabaram bem, como foi o caso da Rebeca”, sublinhou a diretora técnica da ASCP, Vanessa Sobreiro. O filho tinha apenas dois anos quando a cantora caldense foi confrontada com um diagnóstico terrível, o cancro na tiróide. “Tinha 29 anos quando descobri o meu primeiro cancro, no qual achava que só acontecia aos outros. Mas não, afinal pode acontecer a qualquer um”, referiu Rebeca, adiantando que “depois de duas cirurgias complicadas e com a possibilidade de perder 30% da voz consegui vencer”. Ultrapassada a doença, a cantora esteve oito anos sem mais nenhum sobressalto. Até que no verão de 2017 surgiu um novo diagnóstico, e por sua vez, uma luta ainda mais difícil contra um novo tumor. “Nunca pensei que ia voltar a acontecer”, frisou Rebeca. A cantora foi surpreendida com o aparecimento de um tumor altamente invasivo, de um centímetro e meio. Inicialmente, Rebeca confessou que “o mais difícil foi saber que tinha cancro outra vez e ter que fazer sessões de quimioterapia, pois o outro resolveu-se com apenas duas cirurgias”. Igualmente disse que nunca pensou que o cancro da mama fosse tão difícil, pois em seis meses realizou 16 quimioterapias, 25 radioterapias e 18 imunoterapias. Nesse processo, a cantora contou que ganhou forças na família, em especial no filho. Atualmente, Rebeca continua a ser vigiada de três em três meses e a tomar “25 comprimidos por dia”. “Hoje em dia sou uma mulher totalmente diferente e mais feliz”. Além da medicação, Rebeca também alterou por completo a sua forma de estar na vida, passando a praticar uma alimentação mais saudável e exercício físico. No final, a cantora disse que “o que mata não é o cancro. O que mata é recidiva [reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo] dele”, como tal é “fundamental fazer rastreio de seis em seis meses, e acima de tudo ter confiança no médico e no tratamento, pois por vezes queremos ouvir coisas que não são possíveis de dizer”. Após a conversa, as crianças entre os 6 e os 10 anos, bem como os utentes da instituição questionaram a cantora sobre o tema.
Rebeca recordou a luta contra o cancro na Associação Social e Cultural Paradense
12 de Fevereiro, 2020
A cantora Rebeca, que já enfrentou dois tumores malignos, um na mama e outro na tiróide, partilhou no passado dia 4, Dia Mundial contra o Cancro, a sua “história de superação” e a forma como lidou com a doença, junto de crianças do 1º ciclo e de idosos do Centro do Dia da Associação Social e Cultural Paradense (ASCP), no Chão da Parada.
A Associação Social e Cultural Paradense convidou a cantora Rebeca para partilhar a sua experiência
-

A iniciativa juntou crianças do 1º ciclo e idosos do Centro do Dia da associação
(0)
.
Últimas
Artigos Relacionados
Peça cerâmica de Mário Reis assinala início de mandato de António José Seguro
O artista cerâmico Mário Reis fez uma peça para assinalar a tomada de posse do novo Presidente da República, a que deu a designação “Segurem-me”.
Hugo Oliveira reeleito presidente da Comissão Política Distrital do PSD
O deputado e vereador caldense Hugo Oliveira foi reeleito presidente da Comissão Política Distrital do PSD de Leiria, obtendo 95% dos votos expressos nas eleições distritais realizadas no passado fim de semana.
Caravana da FENPROF passou pelas Caldas para abordar a situação da Escola Pública
Caldas da Rainha recebeu no dia 2 de março, a Caravana Nacional da Federação Nacional dos Professores (FENPROF) que está a percorrer o país com o objetivo de mobilizar docentes e sensibilizar a sociedade para a situação da Escola Pública.



0 Comentários