Este novo acordo, que foi aprovado com 4 abstenções e 50 votos favoráveis durante a assembleia geral, na sala da União de Freguesias Nossa Senhora do Pópulo, Coto e S. Gregório, irá contribuir com 1,5 milhões de euros para os cofres do clube.
O posto de combustíveis, que abriu portas em 1993, com o direito concessão pelo período de 25 anos à Petrogal, começou por ser gerido pelo próprio clube, mas, lembrou Jorge Reis, o presidente do CSC, “todos sabemos que houve algumas dificuldades durante a exploração por parte do clube”. Nesse sentido, em 1996, a gestão passou para a comissão autónoma “Liga de Amigos do CSC”. Contudo, os prejuízos foram aumentando para o clube, no que diz respeito ao posto de combustíveis, pois “devia à petrolífera nacional, às Finanças, à Segurança Social e a outros fornecedores”, o que fez com que a partir de abril de 2007 o posto passasse a ser gerido pela Petrocaldas – comércio de combustível. Esta empresa de combustíveis deixou de gerir o posto em agosto do ano passado, apesar do acordo de cedência de exploração vigorar até 2023, passando as instalações Tangerinas a serem geridas pela Petroalves-Distribuição de Combustíveis e Lubrificantes SA. De acordo com o presidente do CSC, “a 28 de setembro de 2018 a Petrogal não avisou o Caldas SC que o contrato de concessão do posto de combustíveis iria renovar automaticamente com as mesmas condições da escritura pública em 1993, caso não fosse denunciado com seis meses de antecedência o contrato”. Efetivamente, “o clube não comunicou que não queria”, tendo a Petrogal renovado automaticamente o contrato. Contudo, para o clube” este não era um facto consumado que o contrato tinha renovado automaticamente”, mas foi ouvida a proposta da empresa apresentada a 15 de julho do ano passado, no qual o clube não se reviu. Nesse sentido, e “para evitar uma situação de litígio”, o CSC apelou a um novo acordo, diferente do anterior à Petrogal. Esse novo contrato, que terá o valor de 1,5 milhões de euros, foi aceite pelos sócios do clube, que legitimaram a direção na passada sexta-feira a aceitar a proposta da petrolífera nacional. O acordo, que deverá ser formalizado nos próximos dias, prevê a cedência de exploração do posto até 2033 e fará com que o clube receba 1 milhão de euros no ato da escritura. O restante valor de 500 mil euros será dividido em 15 prestações anuais, referentes aos 15 anos de vigência do contrato, cuja data inicial é setembro de 2018. Para a direção, “esta proposta era um bom negócio para o Caldas, de modo a não entrarmos numa fase de litígio, nem arriscarmos que em 2023 a Prio estaria disposta a oferecer as mesmas condições para assumir a gestão do posto”. Um dos sócios do clube, Miguel Silva, referiu que “não tenho dúvidas nenhumas que a proposta da Galp é muito mais vantajosa que a proposta da Prio”.






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