Após uma derrota expressiva contra o Belenenses, recém campeão ibérico, os pelicanos enfrentavam outro grande clube. O CDUL é uma referência do rugby nacional e apresenta muitos jogadores nesta faixa etária, comparado ao número muito menor do Caldas e seus parceiros, o Ubuntu e o Torreense Rugby. Os caldenses entraram convictos e assumiram a liderança merecida no placard no 6º minuto. Fases consecutivas de avançados nos últimos 10 metros universitários e concretização clínica do centro Afonso Pecegueiro, o habitual chutador, que não enjeitou a oportunidade de acrescentar mais dois pontos na transformação aos postes. O segundo quarto da partida iniciou com o CDUL em pressão constante. Uma quebra das linhas defensivas do Caldas, no minuto 19, foi concluída com um ensaio, bem convertido. A pressão dos azuis de Lisboa foi recompensada no 30º minuto. Uma penalidade jogada rapidamente à mão, a oval circulada rapidamente e o toque de meta inevitável. A transformação não surtiu efeito. No entanto, os pelicanos mantiveram-se no jogo, marcando, aos 34 minutos, um pontapé de penalidade por Afonso Pecegueiro. O CDUL aumentou a sua liderança no último minuto da primeira parte. Manuseamento impecável da oval numa boa sequência à mão, resultou na quebra das linhas defensivas do Caldas para um ensaio entre os postes e fácil conversão. 1ª Parte: Caldas 10pts (1E, 1T, 1P) CDUL 19pts (3E, 2T). Os primeiros sinais no início do segundo tempo sugeriram que o Caldas não conseguia acompanhar o ritmo e velocidade impostos pelo CDUL. A diferença de capacidade física e, sobretudo, o facto de não ter banco, diminuía a reação pelicana. O CDUL retirou vantagem desta falha e marcou um ensaio, não convertido. Os universitários voltaram a mostrar a sua superioridade no minuto 48. Jogada muito rápida à mão, boas trocas de bola, finalizadas com um ensaio, bem convertido. Em resposta os pelicanos conquistaram uma penalidade, na sequência de uma formação ordenada, aos 52 minutos. Pontapé de Afonso Pecegueiro e três pontos, com o resultado em 13-31. Aos 57 minutos, mais um ensaio do CDUL entre os postes e conversão fácil. Aos 59 minutos, e após mais um rápido contra-ataque, o CDUL marcou um ensaio, não convertido. O jogo acabou aqui, em termos competitivos. A capacidade de resposta do Caldas deixou de existir. Aos 66 minutos, o CDUL rompeu, novamente, a defesa do Caldas e chegou a mais um toque de meta, bem convertido. Os pelicanos nunca desistem e lutam até ao fim, mas não impediram um último ensaio dos azuis, no tempo extra. Resultado final um pouco excessivo: Caldas 13pts (1E, 1T, 2P) CDUL 57 pts (9E, 6T). O Caldas foi bem derrotado por uma equipa superior. No entanto, os pelicanos poderão sentir-se desapontados com algumas das suas intervenções na partida. Sabem que podem fazer melhor. O Caldas RC/Ubuntu/Torreense alinhou com Afonso Oliveira, Afonso Pecegueiro (1E, 1T, 2P), António Maltez, António Martin (Torreeense), Francisco Oliveira, Francisco Ribeiro, Gonçalo Afonso (Ubuntu), Guilherme Colmonero, João Lami, João Salvador, José Contreras, Lucas Vitorino, Manuel Carriço, Martim Ribeiro (Ubuntu), Mauro Magalhães (Ubuntu), Ricardo Lopes, Rodrigo Henriques (Cap.) e Salvador Palhoto; Treinador: Patricio Lamboglia; Diretor de Equipa: António Ferreira Marques; Fisioterapeuta: José Miguel Monteiro/Physioclem.




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