O evento, uma iniciativa da candidatura do Culto de Nossa Senhora da Nazaré a Património Cultural Imaterial da Unesco, decorreu na vila da Nazaré, de 24 a 26 de janeiro, com participantes de vários países de língua portuguesa onde este culto está presente, sobretudo do Brasil.
O culto expandiu-se com a lenda de D. Fuas Roupinho, um nobre cavaleiro que caçava um veado e que ia a caminho da morte ao não ver a falésia no meio do nevoeiro, no século XII. Conta a lenda que “rogou então, em voz alta: Senhora, Valei-me!. De imediato, miraculosamente o cavalo estacou, fincando as patas no penedo rochoso suspenso sobre o vazio, salvando-se assim o cavaleiro e a sua montada da morte certa que adviria de uma queda de mais de cem metros”.
O cavaleiro real mandou construir uma capela em memória do milagre. Mais tarde, o rei D. Fernando, devido à afluência significativa de peregrinos a pedir proteção a Nossa Senhora da Nazaré, desenvolveu a construção de uma igreja e foi-se moldando o atual santuário. O culto aumentou em Portugal e no império português pelo mundo até aos dias de hoje, justificando agora o encontro das comunidades que prestam devoção.
“Este património cultural partilhado, que une povos e gerações no espírito da paz e da esperança, merece ser preservado e promovido”, disse Walter Chicharro, presidente da Câmara da Nazaré.
Uma das atrações no evento foi a imagem peregrina da Senhora da Nazaré de Belém do Pará, onde tem lugar uma das maiores festividades católicas do mundo, que todos os anos em outubro congrega mais de dois milhões de fiéis.
O programa contou ainda com um vasto leque de momentos culturais, de debate e convívio, abertos ao público.
Neste evento foi apresentada a candidatura do culto a património da Humanidade.




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