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Líder do CDS-PP no Festival do Vinho e Feira da Pera Rocha

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A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, esteve no primeiro dia do 36º Festival de Vinho Português e 26ª Feira Nacional da Pera Rocha no Bombarral com o intuito de “apoiar a agricultura”.
A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, e Raquel Abecassis, que lidera lista do partido por Leiria à Assembleia da República

Acompanhada por Raquel Abecassis, que lidera a listado CDS-PP porLeiriaà Assembleia da República, e por Rosa Guerra, líder da Distrital de Leiria, Assunção Cristas, que visitou os expositores, não se cruzou com o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas dos Santos, que presidia à inauguração da feira.

Em declarações ao JORNAL DAS CALDAS, disse que “é um prazer vir ao Bombarral até porque é uma feira que trata de dois produtos emblemáticos para a região e para o país, que são a pera rocha, que em muitos locais é conhecida como a pera portuguesa e é um produto de grande exportação, e o vinho, que há em todo o país mas aqui também é uma zona de grandes e bons vinhos”.

Assunção Cristas afirmou “o compromisso com o mundo rural e a agricultura”. “Quisemos com a nossa presença no certame dar o apoio ao mundo rural e à agricultura, para o CDS-PP uma área de grande compromisso no passado, no presente e no futuro”, disse, considerando que “hoje o setor da agricultura precisa de ser mais apoiado e de ter mais verbas”.

Assunção Cristas revelou que durante a visita a alguns expositores ouviu reclamações relativamente ao “atraso dos projetos do PDR – Programa de Desenvolvimento Rural 2020”. “São necessários mais apoios para a internacionalização e acho que são áreas onde nós temos que trabalhar enquanto país com força e ao nível de um governo dando prioridade ao setor agrícola”, apontou.

A dirigente centrista mostrou-se preocupada com as alterações climáticas e como está a “afetar o mundo rural”. “Eu tive a alegria de lançar o regadio de Óbidos, que pode progredir, mas é preciso fazer mais”, declarou, acrescentando que “temos atualmente um clima mais seco e quente e ou nos preparamos para usar água com eficiência ou vamos ter grandes dificuldades”.

Preocupada com efeitos da greve nas campanhas agrícolas

Questionada pelo JORNAL DAS CALDAS sobre a greve dos camionistas que transportam os combustíveis e os efeitos que poderá ter na campanha da pera rocha no Bombarral, Assunção Cristas disse que é “uma grande preocupação neste momento” e exigiu ao Governo que “equacione todos os cenários e possíveis soluções para que a greve não aconteça”. “Há várias campanhas agrícolas que estão a arrancar ou que já estão a meio, como o tomate e obviamente, sem combustível, sem camiões ou sem camionistas para os poderem operar, haverá muita dificuldade em ter um ano agrícola minimamente normal”, apontou.

Para Assunção Cristas, se, apesar das negociações, os motoristas avançarem com a greve, o Governo terá, então, de “saber qual vai ser o plano B e o plano C, para garantir” que o país vai “continuar a ter abastecimento nos supermercados, nas bombas de gasolina e a ter uma vida mais ou menos normal”. “Este é o tempo das colheitas e é uma altura onde os camiões não podem estar parados seja por falta de abastecimento seja por falta de gente que possa operar esses camiões”, salientou.

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