Fadistas, humoristas e chefs conhecidos do grande público juntam-se a designers e ilustradores de todo o mundo, como signatários do movimento internacional do “sardinhismo”, que tem promovido uma “revolução” criativa e decorativa, levando o pescado ícone das Festas de Lisboa aos quatro cantos do planeta.
Este ano, as “redes” da Bordallo Pinheiro apresentam um “cardume” de inesgotável frescura, que totaliza cem criações colecionáveis, incluindo a sardinha “original”, o modelo de faiança concebido no século XIX pelo génio imortal de Raphael Bordallo Pinheiro.
As fadistas Ana Moura, Cuca Roseta e Gisela João, os humoristas António Raminhos e Fernando Alvim, os chefs Henrique Sá Pessoa e Ljubomir Stanisic, e a designer de moda Agatha Ruiz de la Prada juntam-se ao movimento do “sardinhismo”, o eixo criativo da campanha publicitária desenvolvida pela Bang Bang Agency.
Destaca-se, também, pelo segundo ano consecutivo, a parceria firmada com o World Press Cartoon, com duas criações que vão cravar “uma espinha na garganta” na consciência de muitos “sardinhistas”.
As “redes” da nova coleção estendem-se ainda às regiões autónomas dos Açores e Madeira, em duas criações do artista plástico João Vaz de Carvalho.
“No dia em que ela lhe faltar” é o nome da sardinha de edição limitada deste ano, da autoria do escultor Jorge Pé-Curto. Numa edição especial limitada a 173 exemplares (os anos que Raphael Bordallo Pinheiro teria se estivesse vivo), o escultor português retrata um autêntico “pesadelo de uma noite de verão”, alertando nesta peça para o drama da escassez de sardinhas no Atlântico, e a possibilidade de extinção do pescado favorito dos portugueses no Verão. A sardinha aparece na sua mortalha, embrulhada na bandeira nacional, velada pelo Zé Povinho, em lágrimas.
O preço unitário de cada uma das sardinhas bordallianas é 18,90€. A edição limitada e numerada custa 249,00€.
A Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha foi fundada em 1884 com o propósito de revitalizar as artes tradicionais da cerâmica, cruzando-as com a modernidade de diversos estilos que anunciavam o futuro e com a originalidade e irreverência do seu criador, Raphael Bordallo Pinheiro. Assim nascia a produção em série de peças indissociáveis, até hoje, do nosso imaginário, plenas de criatividade e humor, marcadas pela consciência social e pela transgressão das ideias feitas.
A aquisição da empresa por parte do Grupo Visabeira resgatou esta herança de enorme valor, assegurando a continuidade de uma empresa de destacada notoriedade artística que se confunde com o património cultural nacional.
Utilizando ainda grande parte das técnicas centenárias na reprodução dos modelos, a fábrica prossegue hoje a recuperação do riquíssimo e vastíssimo legado bordalliano e, animada pelo mesmo espírito pioneiro que lhe deu origem, cria produtos contemporâneos, reforçando a sua ligação aos artistas de renome da atualidade e alicerçando o seu prestígio nos diversos mercados em que marca presença.



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