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Agentes de viagem versus internet

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“A profissão de agentes de viagem é considerada moribunda há mais de dez anos, mas a realidade é que os agentes de viagem continuam cá, mais relevantes e importantes do que nunca.
Daniel Vink, diretor da rede de distribuição Top Atlântico

Souberam adaptar-se e reinventar-se, tornando-se fundamentais perante uma das necessidades mais básicas da humanidade – a realização pessoal”, afirma Daniel Vink, diretor da rede de distribuição Top Atlântico, que tem uma loja nas Caldas da Rainha, na Avenida 1º de Maio, 5A.

“É inegável que a internet veio de alguma forma mudar as regras do jogo. Mas muito menos do que aparenta à primeira vista. Viajar é cada vez mais uma arte e um bom agente de viagens sabe e tem acesso a quem pode realizar todos esses desejos: Quer andar de balão sobre os templos em Bagan, nós tratamos; quer dar banho a um elefante num santuário no norte da Tailândia, nós tratamos; quer ter uma conversa com um monge budista no Vietname, nós tratamos. Não sabe exatamente o que pode fazer no seu destino de sonho, nós recomendamos”, manifesta o responsável, acrescentando que “o agente de viagens torna-se fundamental para apoiar em toda a logística de viagem, para além de ser uma rede de segurança durante a própria viagem”.

Daniel Vink acredita, por outro lado, que existem limites à potencial representatividade e importância da internet no mercado de venda de viagens. “Em primeiro lugar o mercado de viagens corporativas nunca irá online. Existem algumas experiências mas neste mercado é claro e valorizado o serviço prestado pelas agências de viagens. Por outro lado, as compras online, especialmente as de viagens, continuam a ser relativamente arriscadas. Os clientes duvidam de sites sediados em offshores ou que utilizam meios de pagamento obscuros e pouco utilizados para dar descontos. Os clientes facilmente têm más experiências com serviços de apoio ao cliente prestados por call centers sem formação para responder às suas necessidades reais e imediatas”, sustenta.

No seu entender, “para um produto como um simples voo para uma capital europeia a internet é competitiva, mas para clientes em que o preço é o factor número um, dois e três para viajar, a realidade é que o chamado “pacote” (voo charter + transfer + hotel, normalmente em regime tudo incluído) continua a ser uma das formas mais competitivas de fazer férias, especialmente para famílias. Este é um produto que apenas está disponível através de agência de viagem e continua a dominar o panorama de compras de lazer no nosso país”.

Para obter preços ainda mais competitivos, a medida de antecedência é importante. “No caso dos “pacotes” o momento mais em conta para reservar viagens é no lançamento da programação pelos operadores que normalmente ocorre durante a Bolsa de Turismo de Lisboa. A Top Atlântico, assim como várias outras redes de agências de viagens, habitualmente lançam as suas campanhas por esta altura, onde praticam os preços mais competitivos do mercado. No caso de viagens à medida a antecipação poderá ser ainda maior. Resumindo, quanto mais cedo adquirir a sua viagem, tendencialmente mais barata esta será”, faz notar Daniel Vink.

Por último, refere, a crescente insegurança mundial veio ampliar a necessidade de segurança. “Desde vulcões na Islândia e Indonésia, a ataques terroristas em Paris ou na Tunísia, a greves constantes de companhias aéreas, controladores de tráfego e pessoal dos aeroportos, a realidade é que é cada vez mais importante para os clientes terem “a quem ligar”. E a realidade é que com a enorme competência dos agentes de viagens portugueses, nem é preciso “ligar”. Estamos atentos ao desenvolvimento dos eventos mundiais e colocamos planos de emergência em movimento assim que algo acontece. Desenvolvemos seguros de viagem que já têm cobertura para os imprevistos e custos derivados deste tipo de ocorrência”, sublinha Daniel Vink.

“Não será a primeira nem última vez que um cliente sabe por nós, antes de saber in loco ou pelos media, de algum acontecimento que pode afetar a sua viagem. Este sentimento de segurança, de que “não me tenho que preocupar que o meu agente de viagens trata” é cada vez mais valorizado e um ponto que não encontra par na internet. Nós, os agentes de viagens, estamos aqui para o que der e vier, porque tão importante como o seu destino é quem o leva a viajar”, argumenta o diretor da rede de distribuição Top Atlântico.

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