Pela primeira vez, foi integrada a temática do termalismo, no sentido de se avaliarem os benefícios das águas minerais naturais, da crenoterapia e do espaço termal com as complementaridades terapêuticas, designadamente, a medicina tradicional chinesa, medicina ayurvédica, fitoterapia, haloterapia, homeopatia e osteopatia.
A plateia assistiu a uma apresentação de Jorge Mangorrinha intitulada “Termalismo: a diferença não está apenas na água”.
Em declarações ao Jornal das Caldas, o especialista caldense afirmou que, “mesmo não sendo médico”, reconhece que o termalismo “se deve abrir às terapêuticas integrativas e complementares, sem preconceitos, pois desde logo há uma visão holística de saúde nas caraterísticas de uma estância termal”. Isto para além de que o futuro do termalismo deve corresponder a “uma realidade dinâmica, que tem vindo a ajustá-lo a novos desafios, procurando renovadas formas de reinventar as noções de saúde, por exemplo através da introdução dos programas de bem-estar, acompanhadas de um desdobramento das hipóteses de uso, ocupação, lazer e distração e fazendo com que os espaços termais sejam perspetivados numa vertente plurifuncional”.
E disse que a diferença do termalismo em relação a outras terapias está na água, “mas também para além dela”.
Ao Jornal das Caldas, Jorge Mangorrinha referiu, ainda, que o projeto de relançamento termal das Caldas da Rainha tem condições para se distinguir, desde que haja um programa ambicioso e faseado de intervenções e não passe “por cumprir os mínimos eleitoralistas”.
Estas ideias debatidas no Porto podem ser “mais um fator de enriquecimento do encargo que a autarquia tem para cumprir e para disponibilizar aos caldenses e aos mercados nacional e internacional”.



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