O arguido disse na passada segunda-feira que a morte foi “um acidente”, na sequência de uma discussão com a vítima, a quem acusou de ter dado droga à sua irmã, que estava grávida e ia abandonar o empresário José Noronha, que tinha uma destilaria em Vidais.
“Ele empurrou-me, eu empurrei-o e trocámos murros e dei-lhe uma cabeçada. Ele caiu na cama, que tinha o estrado maior que o colchão e terá batido aí. Já não reagiu mais”, relatou. A sua companheira na altura, ajudou-o a remover o corpo da vítima, contou.
O corpo foi deixado no porta bagagens do seu carro, na Foz do Arelho. Posteriormente, terá ido buscá-lo, “sozinho”, e levou-o para uma casa arrendada em Alfeizerão. “Fiz um buraco no quintal e coloquei-o lá”, adiantou, revelando que disse às outras duas arguidas que tinha mandado o corpo para o mar na Figueira da Foz.
No seu depoimento, a companheira da vítima também afirmou tratar-se de um “acidente”, garantindo que “não foi nada planeado”. A arguida referiu não se lembrar e ter “flashes” do que sucedeu, porque estava sob o efeito de produto estupefaciente.
Segundo a agência Lusa, a mulher admitiu ainda ter falsificado a assinatura da vítima, posteriormente, para vender um veículo.
A outra arguida, ex-companheira do também acusado, admitiu que ajudou a transportar o corpo da vítima a pedido dos outros dois arguidos.
Os três estão acusados dos crimes de homicídio e de ocultação de cadáver.



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