Este dia dividiu-se essencialmente em três fases distintas. Durante a manhã foi feita uma caminhada pela Mata Nacional das Mestras, oportunidade de constatar “o estado de esquecimento e negligência de uma das maiores manchas verdes no nosso concelho”.
“Este nível de desleixo está ligado à inércia por parte do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), entidade responsável pela conservação da natureza e florestas em território continental. Neste sentido, iremos preceder junto do presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Tinta Ferreira, pedindo que possa alertar o ICNF para este problema, já que reconhecemos o risco e perigo que o estado deste local representa na época crítica de incêndios. Durante a nossa caminhada, visitámos também a antiga casa do guarda-florestal encontrando-a, abandonada e vandalizada, o que no nosso entender ao ser reabilitada podia dar origem a um projecto de eco-turismo pioneiro no nosso país”, manifestou a JSD Caldas da Rainha.
A segunda fase do dia teve lugar no centro da freguesia de Santa Catarina, ao visitar as instalações da Ivo Cutelarias, a quinta empresa do concelho que mais exportou em 2018. 93% da sua produção teve como destino diferentes países, representando um valor a rondar os oito milhões de euros/ano.
“Fomos recebidos pelo Gonçalo Ivo, um dos proprietários da empresa, que partilhou connosco alguns dos projetos futuros da empresa, assim como problemas e necessidades com que diariamente se deparam. Desde logo, a necessidade de conseguir recrutar profissionais qualificados e não qualificados, sendo cada vez mais importante existirem cursos profissionais direcionados para o sector das cutelarias na nossa região, de forma a fazer face ao exponencial crescimento do setor”, indicou a JSD Caldas da Rainha.
O dia culminou com a entrega de roupa recolhida pela JSD Solidária à loja social – “Bazar da Vila”, localizada no centro de Santa Catarina. Este projecto surgiu impulsionado por um grupo informal de jovens de Santa Catarina, “Mãos à Obra”, que tem como um dos objetivos combater o desperdício. Nesse sentido, aproveitam roupa em segunda mão que esteja em bom estado e vendem-na a preços simbólicos. Esses fundos angariados, por sua vez, são canalizados para causas de cariz social pela freguesia.



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