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Exposição “Impasse” no Museu José Malhoa

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“Impasse” é o título da segunda exposição individual que Carlos No irá realizar nas Caldas da Rainha, com inauguração marcada para a próxima 5ªfeira, pelas 17h00, no Museu José Malhoa. Esta exposição é constituída por uma escultura site specific, de grandes dimensões, que irá ocupar todo o espaço central da Sala de Exposições Temporárias deste Museu. Será acompanhada por maquetas e desenhos de estudos efetuados durante a conceção da mesma.

Esta obra vem na sequência de uma linha de pesquisas que Carlos No vem efetuando, há vários anos, através das quais o artista procura chamar a atenção para determinados aspetos ou situações do mundo atual que provocam no autor um sentimento de revolta e inconformismo.

Carlos No parte sempre de temas provocatórios e neste caso é a evidência de uma miséria que se tornou parte integrante de um tecido social urbano das sociedades contemporâneas que foi o tema eleito: o da habitação precária associada às condições de pobreza e de exploração laboral.

Pretende-se através deste dispositivo fazer a alusão às más condições de trabalho e de alojamento de milhões de trabalhadores em todo o mundo, sujeitos a desumanas e precárias condições laborais e habitacionais. Como o título sugere, estamos perante uma situação de difícil resolução para a qual parece não haver solução possível à vista.

Esta obra foi concebida para a Sala de Exposições Temporárias do Museu José Malhoa, sendo por isso inédita.

O texto de sala e de catálogo é da autoria de Celso Martins, professor na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, e editor de Artes do semanário Expresso.

O expositor nasceu em Lisboa em 1967. Vive e trabalha na Ericeira. Fez o curso de Pintura no AR.CO – Centro de Arte e Comunicação Visual, 1987-1992, tendo frequentado ainda o curso de escultura em 1987.

Desde 1991 que vem participando em várias exposições coletivas, quer em Portugal quer no estrangeiro, realizando a primeira exposição individual em 1994. Em 1993 recebeu o 1º prémio de pintura na Feira de Arte de Portimão e em 1995 foi selecionado para a representação portuguesa à Bienal de Jovens Criadores da Europa e do Mediterrâneo, em Rijeka, na Croácia.

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