Importa desde logo perceber o que correu bem e o que correu mal, nesse aspeto digamos que muito correu mal. E se 2017, já tinha sido um ano pródigo em acontecimentos infelizes, podemos dizer que 2018 não lhe ficou atrás, bem pelo contrário. Chegando à conclusão que os erros de 2017 não serviram de emenda para este Governo.
Olhar para o filme deste ano, diria que pode ser resumido na expressão “comprar gato por lebre”, ou pelo menos, é isso que este Governo tem passado a vida a tentar vender aos portugueses. Vejamos a quantidade de trapalhadas, mistérios, desgraças e injustiças em que este Governo, direta ou indiretamente, se envolveu, tentando sempre passar entre os pingos da chuva com diferentes jogos de cintura. A maior prova disto, é o seu Primeiro-Ministro que entre não saber, não ser informado ou não ser da sua conta, foi arranjando justificação para o injustificável.
No fundo, o que se percebe é que temos um Governo a atirar areia para os olhos dos eleitores e acumular areia na engrenagem do Estado. Hoje, se por um lado tentam mostrar que está tudo bem, repondo salários e pensões e apresentando o menor défice da nossa mais recente histórica democrática. Por outro lado, assistimos à maior carga fiscal de sempre e a um brutal descontentamento partilhado por diferentes setores do Estado. São greves atrás de greves, por falta de condições de trabalho e tratamento justo, na saúde, na justiça, nas forças de protecção e segurança, na educação e em setores ligados à economia do país.
Neste sentido, 2019 assume uma importância capital na construção do futuro para o país. E porquê?! É um ano de eleições, Europeias em Maio e as Legislativas por volta de Outubro. Estes dois atos eleitorais vêm a perder capacidade mobilizadora de eleitores às urnas eleição após eleição, espelho disso mesmo foi a taxa de abstenção registada nas Europeias de 2014, que superou a taxa de votantes. É urgente reverter esta tendência, que coloca em causa a normalidade da democracia, tal como a conhecemos. Este será o Ano “H”, porque os portugueses serão chamados a pronunciar-se relativamente a quem querem que os represente na Europa nos próximos cinco anos e em Portugal nos próximos quatro. Acima de tudo, cabe aos portugueses escolher o projeto que consiga retirar a Europa da constante convulsão política, económica e social. Assim como para Portugal, um projeto que entregue uma visão de estabilidade duradoura ao país.
Os portugueses dirão certamente presente na escolha de uma Europa próspera e um Portugal melhor.





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