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Olhar JSD

Seguidores e seguidistas

Rui Constantino

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Nos dias de hoje contam-se seguidores como medalhas de mérito nesta geração tecnológica, o problema prende-se que cada vez mais este mundo digital esconde vários interesses mas principalmente vários perigos. Não são novidade as técnicas utilizadas para garantir o apoio de massas, normalmente definindo um “inimigo” com que todos se identifiquem, boa relação com a imprensa e com técnicas demagogas que aglomerem apoios.
Presidente do Plenário de Militantes da JSD das Caldas da Rainha e Conselheiro Nacional da JSD

Hoje em dia, luta contra/a favor da corrupção, paridade, luta dos direitos da LGBT, entre outras, são técnicas de fazer crescer apoios em todos os quadrantes da sociedade. Com as novas tecnologias, a rapidez de propagação da informação e desinformação, com muitos dos perfis sendo criados para o efeito, tornam qualquer um que tenha o dom da palavra como um potencial ditador.

Rapidamente passam de seguidores para seguidistas, onde qualquer contradição são esquemas da comunicação social, do poder instalado ou a favor de qualquer interesse particular ou coletivo. Trump ganhou umas eleições onde paira a dúvida da intervenção de hackers, na sua vitória através do voto eletrónico; Bolsonaro caminha a passos largos para a vitória insurgindo-se contra temas como os direitos da LGBT, a legalização do uso e porte de arma, brasileiros para que se possam defender e acabar com a corrupção e o crime; por cá tivemos um presidente de um grande clube, que tentou algo idêntico atendendo à dimensão. Nos últimos dias surgiram notícias de alguém que observando os acontecimentos políticos no mundo decide ir contra o líder do nosso partido, apregoando a castração química dos pedófilos, o fim do casamento de casais do mesmo sexo e a proibição constitucional da eutanásia.

Não acham que Podemos dizer Chega a esta Aliança entre seguidistas e estes novos democratas com pensamentos ditatoriais?

Extremistas nunca são bons, quer se olhe para a direita quer se olhe para a esquerda, portanto quando podemos discutir a restruturação da educação em Portugal? Para quando um equilíbrio económico de modo a garantir maior poder de compra aos portugueses? Para quando, a restruturação de algumas empresas públicas que são um buraco financeiro para as contas públicas há anos sucessivas? Para quando políticas de natalidade, no país que tem a segunda taxa de natalidade mais baixa da europa? Para quando o SNS proporciona meios e infraestruturas de qualidade para satisfazer as necessidades dos portugueses? A liberdade e independência económica é fundamental para a autodeterminação dos indivíduos, só assim seremos realmente livres.

A solução está na juventude, que poderá mudar o rumo, inovando, mudando de mentalidade, com toda a garra da nação valente que descobriu um mundo novo. Mas será que os mais velhos estão dispostos a largar o poder e dar espaço a novos pensamentos e caminhos que a juventude quer seguir?

Haja coragem, quer dos jovens se fazerem ouvir quer dos mais velhos cederem espaço a quem quer fazer diferente, pois o mundo de amanhã será liderado por nós com a missão de tratar deles…

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