Em recente reunião da assembleia distrital do PSD, a JSD caldense terá sido acusada de “traição”, segundo revela a estrutura concelhia das Caldas da Rainha. “Não aceitamos que acusem militantes de traidores, quando vivemos num regime democrático e participamos num partido pluralista de ideias. Não aceitamos que acusem militantes de desleais, por não apoiarmos um militante do distrito, quando nos últimos dois anos utilizaram todas as formas e engenhos para ostracizar elementos das Caldas da Rainha”, afirma a JSD caldense.
“Afastar a JSD das Caldas da Rainha de todos os eventos da distrital, é um acto ditatorial, porque vem no seguimento de um processo eleitoral, que em democracia deve ser interpretado com respeito pela escolha de cada um. A JSD das Caldas da Rainha sempre que foi chamada a colaborar e participar na vida da JSD distrital, disse presente e foi leal, não havendo retribuição na mesma medida”, comenta.
A estrutura das Caldas da Rainha anunciou que retira a confiança política e demarca-se de toda a iniciativa da JSD distrital de Leiria, enquanto esta comissão política estiver em funções.
“Não nos revemos num estilo de liderança autoritária e vingativa, sob o lema “ou estás comigo ou estás contra mim”, que não encaixam nos valores do nosso partido e da JSD, assim como na forma de estar na política”, conclui.
A divergência entre a Comissão Política da JSD das Caldas da Rainha e o atual presidente da JSD distrital tem já antecedentes: No final de 2017 a JSD caldense decidiu não integrar a lista de Pedro Brilhante, de Pombal, eleita no IV Congresso Distrital em Pedrógão Grande, alegando “quebra de confiança política” da comissão política para com o candidato durante o processo da constituição da lista.
Segundo a JSD caldense, “nas várias comunicações com o presidente da Comissão Política das Caldas da Rainha, Rodrigo Amaro, foi demonstrado o interesse por parte do candidato em integrar elementos do concelho na sua lista, tendo até sido indicados cinco nomes de militantes ativos na estrutura das Caldas. Esses nomes foram colocados em lugares de pouca relevância não fazendo jus ao peso que a estrutura das Caldas da Rainha tem no distrito de Leiria”.



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