“Quando falamos de gastronomia, não falamos de tasquinhas, falamos de um turismo de qualidade que permita o desenvolvimento do comércio tradicional, que já foi forte e que se pretende que volte a ser. As tasquinhas não trazem turistas de fora, movimentam as freguesias e pouco mais, sendo que os clientes das tasquinhas não compram no comércio local, afastam os clientes dos restaurantes e das pastelarias. Precisamos de outro tipo de turismo gastronómico. Não é normal que a maioria dos caldenses não conheça as Leonores ou a Arrelia, doces apenas feitos nas Caldas da Rainha e que são deliciosos”, manifestou.
A deputada defendeu também a pertinência de contratação de “um profissional influenciador de mercado, que possa gerir a plataforma digital, de forma a rentabilizar as várias ofertas que a Junta tem para os seus fregueses e a oferta turística para o exterior”.
“A nossa freguesia está na génese do concelho, grande parte do património histórico concentra-se aqui, pelo que é nossa responsabilidade também desenvolver e planear a sua divulgação”, sustentou, fazendo notar que “não nos basta termos história, não nos basta termos edificado, não nos basta a diversidade de mais-valias, precisamos de nos integrar no mundo actual, urgentemente e ao ritmo que a modernidade exige. Já perdemos muito tempo. Todos os dias várias freguesias crescem e mostram-se ao mundo usando as ferramentas que as novas tecnologias propiciam, que não só nos levam mais longe como até são mais baratas”.
A propósito da entrega da gestão do complexo termal ao Montepio, Margarida Varela argumentou que “pelo exemplo que a Junta tem dado na gestão do Parque e da Mata e pela demora da Câmara em encontrar uma solução credível, é caso para questionarmos mesmo se não teria sido preferível ser a Junta de Freguesia a assumir uma solução, que provavelmente há muito teria sido encontrada”.



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