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Caldas foi capital da ginástica

Acrotramp Clube realizou dois festivais que contaram com a participação de mais de 600 ginastas

Marlene Sousa

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Caldas da Rainha, mais concretamente o Pavilhão Rainha D. Leonor, foi nos passados dias 15 e 16, a capital da ginástica, onde o Acrotramp Clube de Caldas realizou dois festivais que contaram com a participação de mais de 600 ginastas.
Do Acrotramp Clube Caldas participaram 16 ginastas de competição

O 28º Festival Internacional de Ginástica das Caldas da Rainha trouxe à cidade ginástica ao mais alto nível, com os melhores atletas nacionais nos diversos aparelhos, campeões do mundo e oito finalistas de campeonatos da Europa oriundos de Portugal, Espanha, Reino Unido e França.

Na primeira noite brilharam os atletas da casa, com apoio de alguns convidados. Foram cerca de três horas de entretenimento com a ginástica como base para um espetáculo cheio de luz, música, cor e grandes momentos gímnicos.

Já na segunda noite atuaram 300 atletas com idades entre os 10 e 85 anos e de modalidades diversas como tumbling, trampolins, ginástica acrobática, rítmica e artística.

Stélio Lage, presidente do clube, disse que a “gala inédita contou a elite da disciplina”, sublinhando que “nunca houve nenhuma manifestação desportiva não competitiva em Caldas com esta dimensão e impacto”.

O 28º Festival Internacional de Ginástica das Caldas da Rainha, organizado pelo Acrotramp Clube foi um grande sucesso.

Este ano decorreram dois festivais no Pavilhão Rainha D. Leonor, nas noites de 15 e 16 de junho que encheram as bancadas numa moldura humana que “animou os espetáculos”.

Na primeira noite, decorreu o sarau dedicado aos atletas do clube que este ano teve como tema “Não existe plano B”, que incidiu sobre os problemas do século XXI e da humanidade, como a poluição atmosférica, animais em extinção, obesidade infantil, bullying, lado negativo das redes sociais, robotização e clonagem. Com um espetáculo de cerca de três horas, garantiu uma noite “fantástica”, com esquemas bastante variados, construídos e trabalhados ao longo do ano pelas diversas classes de ginástica e que contou também com apoio de alguns convidados nacionais e internacionais.

Os ginastas do clube tiveram oportunidade de mostrar aos seus familiares e amigos um pouco daquilo que têm trabalhado ao longo dos últimos meses, desde as classes de formação às classes de competição de ginástica de trampolins e tumbling. Como convidados estiveram o Sporting Clube de Torres, G. Vilacondense e Amadora Gimno Clube e as equipas internacionais.

“Gala superou expetativas”

Já na segunda noite decorreu a Gala de Ginástica com os melhores atletas nacionais nos diversos aparelhos, incluindo vários campeões do mundo e oito finalistas de campeonatos da Europa, e dois vice-campeões, noutras disciplinas da ginástica. Atletas da seleção nacional de Espanha, Reino Unido e França trouxeram este ano a componente internacional ao festival de ginástica. Do Acrotramp Clube Caldas, participaram 16 ginastas de competição.

Cativaram o público as classes de topo da ginástica de grupo, que trouxeram ao evento a componente de espetáculo. Entre estes estiveram dois grupos do Ginásio Clube Português (Mãe D’Água), GC Vilacondense, Acro Clube da Maia, Ginástica Sporting Clube de Torres, Benfica, Associação de Educação Física e Desporto de São Pedro do Sul e Clube Gimnofrielas ADCSF, que participou no concurso televisivo Got Talent.

A Escola Vocacional de Dança das Caldas da Rainha também apresentou várias coreografias.

Foi a primeira vez que atletas da seleção nacional de França participaram neste festival. O JORNAL DAS CALDAS falou com Ebami Rene, treinador da equipa francesa, que sendo a primeira vez nesta região aproveitou “para vir uma semana mais cedo e passei uns dias formidáveis visitando a cidade das Caldas, a praia da Foz do Arelho e o castelo de Óbidos”.

O francês elogiou a qualidade do espetáculo sublinhando que o “nível foi muito elevado”. Elogiou o talento dos ginastas portugueses e espera voltar para o festival da Acrotramp de 2019. Também enalteceu o público, que “foi caloroso, aplaudindo e dando força aos atletas”.

O Acro Clube da Maia apresentou a quadra masculina que participou no Campeonato do Mundo de Ginástica Acrobática. Em declarações à imprensa, a treinadora e coreógrafa, Úrsula Martins, comentou que o festival juntou “os melhores de cada modalidade gímnica numa grande festa”. Úrsula Martins era atleta acrobática e agora como coreógrafa treina os jovens “cerca de quatro horas por dia”.

55 ginastas da Classe Top Acro Gym do Gimnofrielas estiveram presentes. O treinador Mauro Policarpo, que levou os Acro Team à final doGot Talent Portugal, participou pela primeira vez neste festival. Considerou a gala “fantástica e harmoniosa”, sublinhando que “percebeu-se que a ginástica em Portugal é muito boa, com grandes ginastas”.

Mauro Policarpo revelou que os seus ginastas treinam cerca de quatro horas por dia e que vale a pena o esforço e que a maior retribuição “é ver o sorriso e alegria deles”.

O presidente da Câmara, Tinta Ferreira, que esteve presente no festival, agradeceu o contributo do Acrotramp Clube de Caldas para o desporto nacional e local, considerando-o “um exemplo excecional para todo o país”.

Stélio Lage considerou os dois festivais “espetaculares”, mas a Gala “superou as expetativas”. “Nunca houve nenhuma manifestação desportiva não competitiva em Caldas com esta dimensão e impacto”, sublinhou.

Este ano o Pavilhão Rainha D. Leonor, palco do espetáculo, foi alvo de algumas obras de requalificação feitas pela autarquia local. Foram colocadas cadeiras na bancada, portas novas, pinturas, entre outros melhoramentos.

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