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Lidl pretende nova unidade comercial na antiga Secla-2

Francisco Gomes

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O Lidl enviou à Câmara das Caldas um pedido de viabilidade para instalação de um supermercado nas instalações fabris abandonadas da chamada “Secla-2”, junto ao cemitério de Nossa Senhora do Pópulo, com a previsão de um parque de estacionamento a céu aberto para 160 automóveis.

A intenção mereceu da parte dos vereadores do PS uma recomendação à Câmara para informar e pedir um parecer escrito à Associação Empresarial das Caldas da Rainha e Óbidos (ACCCRO), avançando que não apoiam a ideia da cadeia de supermercados.

Os socialistas entendem que a instalação de grandes superfícies comerciais no centro urbano “é uma ameaça ao comércio de bairro e aos postos de trabalho consolidados, sendo de prever a médio prazo a sua substituição por postos de trabalho precários e a termo certo”.

Já este ano os autarcas tinham votado contra a aprovação de um pedido de viabilidade para a construção de um supermercado ‘Continente Bom-dia’, que previa ainda um parque de estacionamento a céu aberto para 156 automóveis e a demolição integral das instalações da histórica fábrica de cerâmica “Secla”. Para Luís Patacho e Jaime Neto, as unidades comerciais naqueles locais seriam “desadequadas e altamente prejudiciais para a coesão social e económica do centro urbano”, para além de “configurar uma paisagem de carácter suburbano num lugar tão sensível como este”.

Entendem também que a geração de mais tráfego automóvel que um hipermercado deste tipo suscita, “para além da enorme carga que provoca na capacidade viária instalada das ruas, é contrária à política de mobilidade pedonal e ciclável”.

Ao mesmo tempo defenderam a realização de um estudo urbanístico global para toda esta zona norte da cidade das Caldas da Rainha, que enquadre e salvaguarde o interesse público face à pressão urbanística dos pedidos de viabilidade já apresentados e também dos previsíveis futuros pedidos.

Por outro lado, defenderam a construção de um ‘corredor verde’, destinado à mobilidade pedonal e ciclável, numa faixa de quinze metros ao longo da área de servidão ferroviária, de um lado e do outro da linha ferroviária, desde a Escola Superior de Artes e Design até ao centro urbano da cidade.

Os vereadores do PS apoiaram a construção de um hotel de três estrelas para este sítio, defendendo que não deveria ser um projeto genérico, igual a outros hotéis da mesma cadeia hoteleira noutras cidades, mas sim “um projeto que valorize a memória deste lugar, através da reabilitação da fachada da fábrica Secla e a sua integração no programa funcional e arquitetónico do hotel”.

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