Cerca cem pontos assinalados num mapa, desde casas de estudantes a estabelecimentos comerciais e espaços públicos foram motivo para partir à descoberta de exposições, performances, música e instalações um pouco por toda a cidade.
De mapa na mão, câmara fotográfica e caderno, também o Jornal das Caldas partiu à descoberta do que o Caldas Late Night tinha para oferecer.
O primeiro dia não começou da melhor forma, pois a precipitação que se fez sentir nas Caldas da Rainha e um pouco por todo o país levou a que a “Corrida do Caralho”, corrida de carrinhos de rolamentos, fosse cancelada devido ao mau tempo.
Ainda assim, as casas já tinham portas abertas e a nossa primeira paragem foi o terraço de uma casa, na Rua Mestre Francisco, onde foi apresentada a peça “A pele que me quiserem arrancar”, com foco na comunidade LGBT. Através de seis cenas foram apresentadas várias realidades do que se passa dentro da comunidade, do que se sente, do que se sofre e no fundo os obstáculos. A interpretação esteve a cargo dos alunos do primeiro ano do curso de licenciatura de teatro da ESAD.CR.
No bar “Demodé” encontrámos uma exposição coletiva de “Casas Late Night”, personalizadas por pessoas que quiseram participar na iniciativa.
No segundo dia retomámos a nossa aventura e acompanhámos algumas performances na Praça 5 de Outubro, nomeadamente um número de ilusionismo do artista Nage, que surpreendeu o público quando sem dificuldade aparente introduziu um prego no nariz.
Nem só de casas de estudantes vive o Caldas Late Night e alguns espaços comerciais optam por abrir as portas e permitirem a exposição de trabalhos de alunos que não têm espaço para os expor ou até mesmo outros artistas, um exemplo disso foi o Café Gaia, onde encontrámos uma exposição de fotografia e pintura de Liliana Ferreira.
No café Citrus, conversámos com Hugo Almeida, gerente do espaço, que explicou que abriu as portas do seu estabelecimento ao evento pois sente que é uma iniciativa importante para as Caldas da Rainha e que já acompanha há algum tempo. “Ao longo dos três dias tivemos no nosso espaço exposição e música ao vivo”, relatou Hugo Almeida.
A noite do dia 25, terminou com o “Arraial” na antiga Casa da Cultura junto ao Céu de Vidro, no Parque D. Carlos I.
O último dia ficou marcado pela guerra de almofadas, “Pillow Fight”, que decorreu na Praça da Fruta, num momento de muita diversão.
Para terminar o evento, os pavilhões das Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro foram o local escolhido para a festa final no sábado à noite.

















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