Foi lançada uma ação de sensibilização para o cancro do colo do útero, onde os médicos desta unidade efetuaram numa semana 260 consultas de Planeamento Familiar e 162 pesquisas de HPV (Vírus do Papiloma Humano) nas mulheres elegíveis para tal. Foram ainda realizadas 35 consultas de saúde materna.
“Neste momento somos uma das unidades piloto da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) para o rastreio em massa do cancro do colo do útero com pesquisa do HPV nas mulheres dos 30 aos 65 anos”, disse a coordenadora da USF Rainha D. Leonor, Paula Oliveira. “Uma mulher infetada por HPV tem um risco 300 vezes superior ao de uma mulher não infetada de desenvolver cancro do colo de útero”, adiantou a responsável.
“Em Portugal morre uma mulher por dia com cancro do colo do útero. Quisemos, por isso, sensibilizar as nossas utentes e mostrar a importância da prevenção e preocupação com a saúde”, sublinhou Paula Oliveira.
Além do rastreio do colo do útero, este ano a Semana da Mulher foi mais dirigida à grávida. No passado ano o tema principal foi a mulher na menopausa.
No âmbito desta iniciativa decorreu um conjunto de atividades, workshops e conferências de educação para a saúde.
Raquel Marques, enfermeira especialista em Saúde Materna e Obstetrícia na UCSP do Bombarral, dinamizou uma conferência sobre “os cursos de preparação para o nascimento e preparação para a parentalidade”.
Com a sala cheia de gravidas, Raquel Marques falou da importância do curso para a grávida, pai e bebé. “Irá permitir-lhe controlar e conhecer o seu próprio corpo e no final do curso deverão ser capazes de agir corretamente, não recear o momento, ocupar o cérebro e elevar o limiar da dor”.
Segundo esta responsável, “são uma das valências nos programas de parentalidade positiva que podem e devem integrar as UCC (unidades de cuidados na comunidade)”. “À semelhança do que acontece noutros agrupamentos de centros de saúde (ACES), temos esperança de poder vir a desenvolver projetos nesta área no ACES Oeste Norte”, apontou a enfermeira.
Decorreu também uma sessão sobre “Massagem Shantala nos recém-nascidos” dinamizada pela aluna Maria Pina, do curso de técnicas auxiliares de ação médica da Escola Técnica Empresarial do Oeste (sob coordenação da enfermeira Helena Cunha).
Maria Pina mostrou imagens e um vídeo com exemplos da massagemShantala,que “é uma técnica que permite estimular e acalmar o bebé, melhorando a sua tonicidade muscular ao mesmo tempo que proporciona momentos únicos entre os pais e o bebé”.
A jovem estudante falou ainda da banheira Shantala, que “permite dar banho ao bebé em posição fetal (sentado) tal como estava no ventre da mãe, por isso, é uma postura que lhe é familiar e muito confortável, para além de ajudar a aliviar as cólicas”.
Nesta semana realizaram-se sessões de educação para a saúde sobre queixas sexuais comuns nas mulheres, diabetes gestacional e sobre a importância de fazer o rastreio do cancro do colo do útero e pesquisa HPV.





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